Bruxelas estima que "Plano Juncker" pode criar 1,3 milhões de empregos

Bruxelas estima que "Plano Juncker" pode criar 1,3 milhões de empregos

 

Lusa/AO Online   Economia   26 de Jan de 2015, 18:06

O vice-presidente da Comissão Europeia Jyrki Katainen disse que o plano de investimento que está a ser desenhado poderá criar 1,3 milhões de empregos nos próximos anos.

 

Num debate com os deputados da comissão e assuntos económicos, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, Katainen afirmou que as contas do executivo comunitário apontam para que o chamado ‘Plano Juncker' crie 1,3 milhões de postos de trabalho na União Europeia.

O plano de investimento, que foi uma das ‘bandeiras’ de Jean-Claude Juncker quando se apresentou como candidato a presidente da Comissão Europeia, foi apresentado em novembro e tem como suporte um fundo de investimento estabelecido em conjunto com o Banco Europeu de Investimento (BEI) – designado Fundo Europeu de Investimento Estratégico (EFSI, na sigla em inglês).

A partir desse fundo, com 16 mil milhões de euros de garantias do orçamento comunitário e cinco mil milhões do BEI, Bruxelas acredita que por cada euro serão mobilizados 15 euros, no total 315 mil milhões de euros que espera que entrem na economia europeia nos próximos três anos em investimentos públicos e sobretudo privados.

Hoje, perante os eurodeputados, o político finlandês - que lidera este dossiê na Comissão - respondeu às dúvidas sobre os riscos associados ao fundo e ao possível impacto no orçamento comunitário, tendo em conta que se baseia em garantias deste.

Para Katainen, a forma de chamar os investidores privados a este plano, quando a Europa precisa de investimento para recuperar a economia, é haver uma garantia pública para o caso dos projetos incorrerem em perdas.

”Sem um ‘esquema de primeira perda’, o fundo não iria descolar”, justificou.

O vice-presidente da Comissão voltou ainda a dizer que a seleção dos projetos a apoiar pelo fundo será “não política” e que o comité responsável por isso será independente.

Sobre as preocupações dos deputados quanto à proposta de "tratamento favorável" dentro do Pacto de Estabilidade e Crescimento dos investimentos que os Estados venham a fazer, Katainen afirmou que os países com um défice superior a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) - como é o caso de Portugal -, podem ter alguma margem de manobra se acompanharem os investimento de reformas estruturais necessárias.


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