Bruxelas considera que países como Portugal estão bem protegidos

Bruxelas considera que países como Portugal estão bem protegidos

 

Lusa/AO Online   Economia   6 de Jul de 2015, 11:40

A Comissão Europeia defendeu hoje que a "estabilidade da zona euro não está em questão" e que existem atualmente "as ferramentas necessárias" para prevenir que a instabilidade financeira se propague a outros Estados-membros do euro, como Portugal.

Numa conferência de imprensa em Bruxelas, no dia seguinte à vitória do 'Não' no referendo na Grécia, o vice-presidente da Comissão responsável pelo euro, Valdis Dombrovskis, questionado sobre o risco de a situação na Grécia afetar países como Portugal e Irlanda, que também estiveram sob programa de assistência, defendeu que a Europa dispõe hoje dos meios para proteger “as economias mais vulneráveis” e observou que, para já, “as reações dos mercados foram muito limitadas”.

“Temos todas as ferramentas necessárias para garantir a estabilidade financeira da zona euro, e o Eurogrupo e as autoridades da zona euro estão prontas a recorrer a essas ferramentas para impedir que a instabilidade financeira se propague”, disse.

Sustentando que “a estabilidade da zona euro não está em questão”, o comissário do euro lembrou que, “a 27 de junho, o Eurogrupo reiterou que as autoridades da zona euro estão prontas a fazer o que for necessário para garantir a estabilidade da zona euro”, e comentou que a arquitetura montada na sequência da crise permite encarar a situação com confiança.

“Temos tudo o que necessitamos para gerir a situação. Temos uma união bancária para garantir a estabilidade do setor financeiro, temos um mecanismo europeu de estabilidade com um poder de fogo de 500 mil milhões de euros para ajudar as economias mais vulneráveis, temos governação económica e orçamental mais forte, e o Banco Central Europeu está a fazer uso pleno das suas ferramentas para assegurar a estabilidade”, disse.

Sobre este, Valdis Dombrovskis lembrou que o Tribunal de Justiça da UE confirmou recentemente a legalidade do programa de compra de dívida pública por parte do BCE, que está “a monitorizar atentamente a situação”.

Os gregos rejeitaram no domingo por ampla maioria as propostas dos credores internacionais, abrindo caminho à incerteza sobre a permanência da Grécia na zona euro.

Segundo os resultados apurados depois de escrutinados 95% dos votos, 61,31% dos gregos disseram 'Não' às propostas dos credores.

Já hoje, o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, decidiu demitir-se, a pedido do primeiro-ministro e para o final do dia está agendado um encontro entre os chefes de Estado francês e alemão para discutir a crise atual.

Na terça-feira, celebrar-se-ão, em Bruxelas, uma reunião do Eurogrupo e uma cimeira de líderes da zona euro.



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