Bruxelas atualiza hoje projeção económica para Portugal nas previsões de outono

Bruxelas atualiza hoje projeção económica para Portugal nas previsões de outono

 

Lusa/AO Online   Economia   5 de Nov de 2015, 06:53

A Comissão Europeia divulga hoje, em Bruxelas, as previsões económicas de outono, nas quais atualizará as suas projeções, incluindo sobre o défice de Portugal para este ano, que na primavera duvidava que baixasse dos 3% do PIB.

Nas anteriores previsões económicas da primavera, divulgadas há exatamente seis meses (05 de maio), Bruxelas apontou para um défice orçamental em Portugal de 3,1% este ano, o que significaria que o país não cumprira o compromisso de colocar o défice abaixo dos 3% do Produto Interno Bruno (PIB), continuando assim em situação de défice excessivo, segundo as regras do pacto de estabilidade e crescimento.

O Governo, que sempre apontou para um défice de 2,7% em 2015, tem reafirmado que Portugal cumprirá a meta estabelecida, e a própria Comissão Europeia admitiu na primavera que o objetivo era exequível, ficando-se então a conhecer se Bruxelas acredita no cumprimento da meta, quando se aproxima o final do ano, e numa altura em que ainda não recebeu o plano orçamental português para 2016, na sequência das eleições legislativas de 04 de outubro.

Nas previsões da primavera, a Comissão dizia ainda esperar que a economia portuguesa crescesse este ano 1,6%, neste caso em linha com a previsão das autoridades nacionais, mas estava menos otimista do que o executivo para 2016, prevendo um crescimento de 1,8%, contra os 2% antecipados pelo Governo no próximo ano.

Divulgadas três vezes por ano – no inverno (fevereiro), primavera (maio) e outono (novembro) -, as previsões económicas da Comissão abrangem a zona euro, o conjunto da União Europeia e cada um dos 28 Estados-membros.

Em maio passado, as previsões de Bruxelas eram marcadas pelo otimismo, com o executivo comunitário a rever em ligeira alta as projeções de crescimento na zona euro e na União Europeia, para 1,8% e 1,5% em 2015, respetivamente, acelerando para 2,1 e 1,9% em 2016, valores que se baseavam no que a Comissão classificava como "condições económicas favoráveis".

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