Bruxelas apela à aplicação de "reformas efetivas"

Bruxelas apela à aplicação de "reformas efetivas"

 

Lusa/AO online   Economia   1 de Out de 2012, 11:38

A Comissão Europeia defendeu esta segunda-feira a necessidade de os Estados-membros concretizarem "reformas efetivas" para inverter a tendência de subida do desemprego, que atinge mais 25 milhões de pessoas na União Europeia (UE).

É inaceitável que 25 milhões de pessoas estejam no desemprego” no conjunto dos 27 Estados-membros, afirmou o porta-voz do comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais, Jonathan Todd, em reação aos dados divulgados hoje pelo Eurostat, que apontam para uma taxa de desemprego, em agosto, de 11,4 por cento na zona euro e de 10,5 por cento na UE.

Falando na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas, Jonathan Todd, afirmou que, apesar de a taxa permanecer estável em relação aos meses anteriores, registou uma subida acentuada em comparação com agosto do ano passado.

Em relação a agosto de 2011, a taxa de desemprego subiu de 10,2 para 11,4 por cento na zona euro, e avançou de 9,7 para 10,5 por cento no conjunto da União Europeia.

“Os números são muito mais altos do que há um ano e demonstram a importância de colocar em prática reformas efetivas para inverter a tendência do desemprego e do desemprego jovem”, disse o porta-voz, salientando a importância de os Estados-membros aplicarem as recomendações adotadas em julho e colocarem em prática as medidas previstas no pacote da Comissão Europeia, de modo a criar mercados laborais "mais dinâmicos" e mais e melhores empregos.

Entre os jovens (com menos de 25 anos), a taxa de desemprego atingiu, em agosto, 22,8 por cento na zona euro e 22,7 por cento na UE.

Em Portugal, a taxa de desemprego subiu para 15,9 por cento em agosto, acima dos 15,7 por cento de julho, o terceiro pior registo, depois de Espanha (25,1 por cento) e da Grécia (24,4 por cento, valor referente a junho).

A taxa de desemprego jovem em Portugal registou um recuo, em termos mensais, passando de 36,4 por cento em julho para 35,9 por cento em agosto. No entanto, termos anuais, aumentou de 30,3 para 35,9 por cento.



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