Bruxelas anuncia apoio imediato a agricultores europeus

Bruxelas anuncia apoio imediato a agricultores europeus

 

Lusa/AO online   Economia   7 de Set de 2015, 18:22

A Comissão Europeia anunciou, em Bruxelas, que vai desbloquear imediatamente um pacote de ajuda no valor de 500 milhões de euros, para apoiar os produtores agrícolas europeus, sobretudo do setor do leite, face às atuais dificuldades.

"Este pacote permitirá que 500 milhões de euros de fundos da UE sejam utilizados imediatamente em benefício dos agricultores. Esta é uma resposta robusta e demonstra que a Comissão assume de forma muito sérias as suas responsabilidade face aos agricultores", declarou Jyrki Katainen, vice-presidente do executivo comunitário.

O anúncio teve lugar durante uma reunião extraordinária de ministros da Agricultura da União Europeia, que se celebra em Bruxelas ao mesmo tempo que milhares de agricultores, sobretudo produtores de leite, se manifestam na capital belga.

De acordo com a Comissão Europeia, o pacote de ajudas agora anunciado visa fazer face às dificuldades de liquidez que os agricultores estão a enfrentar, a estabilizar os mercados e a melhorar o funcionamento da cadeira de fornecimento, assegurando Bruxelas que, quando determinar a distribuição deste envelope, "será dada particular atenção aos Estados-membros e agricultores mais afetados pelos desenvolvimentos de mercado".

Entre os milhares de agricultores que hoje se manifestaram em Bruxelas contavam-se cerca de duas dezenas de portugueses, tendo Fernando Cardoso, secretário-geral da Fenelac (Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite), apontado que a crise que o setor do leite atualmente atravessa se deve em muito à "falta de políticas da UE", pois "o mercado nem sempre é eficiente, e neste momento não é eficiente", pelo que necessita de regulação.

"Há um grande desequilíbrio entre a oferta e a procura - há muito mais oferta que a procura - e o objetivo de uma política é exatamente (ser acionada) quando o mercado não responde às exigências", disse, comentando que um das razões para o desequilíbrio atual foi a decisão de por fim às quotas, "um instrumento que permite controlar a oferta de leite na UE sem custos para o contribuinte".


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