Bruxelas admite que retoma na UE é frágil e evolução do emprego uma incógnita

Bruxelas admite que retoma na UE é frágil e evolução do emprego uma incógnita

 

Lusa/AO online   Economia   6 de Out de 2014, 11:59

A mais recente análise trimestral do Emprego e da Situação Social na União Europeia, divulgada pela Comissão Europeia, reconhece que a recuperação económica "continua frágil" e a evolução do emprego "mantém-se marcada pela incerteza".

 

Segundo o documento hoje publicado, desde meados de 2013, o emprego continuou a crescer em vários Estados-membros, entre os quais Portugal, e na maioria dos setores, tendo aumentado o número de horas trabalhadas, mas, assinala a Comissão, “muitos dos novos postos de trabalho criados são a tempo parcial ou têm um caráter temporário”.

Por outro lado, “o desemprego continua próximo de níveis historicamente elevados”, e os desempregados de longa duração representam uma vasta percentagem do desemprego total, com quase 13 milhões de pessoas desempregadas há mais de um ano, “tendência esta que se prevê irá continuar”.

“Além disso, um em cada três desempregados não tem trabalho há mais de dois anos”, assinala a análise.

O executivo comunitário assinala que, pela primeira vez desde 2011, “registou-se um ligeiro aumento dos contratos a tempo inteiro e melhorias da situação dos jovens no mercado de trabalho”, mas sustenta que “os Estados-Membros devem prosseguir os seus esforços para tornar a Garantia para a Juventude uma realidade e garantir que todos os jovens são ajudados a encontrar um emprego digno ou orientados para oportunidades de formação, experiência ou aprendizagem relevante para obterem um emprego no futuro”.

A reunião sobre o emprego dos líderes da UE, a realizar a 08 de outubro em Milão, “constituirá mais uma ocasião para conferir uma dinâmica política de alto nível à implementação da Garantia para a Juventude”, defende Bruxelas, referindo-se à conferência da próxima quarta-feira, na qual participará o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

“As tendências recentes mostram que a recuperação económica continua a ser frágil e que as melhorias registadas são ainda modestas. Há crescimento, mas temos de garantir que se torna sustentável. Longe de abrandar os nossos esforços, temos de os manter para apoiar a recuperação macroeconómica e do emprego na UE”, comentou o comissário pelo Emprego, os Assuntos Sociais e a Inclusão, László Andor.


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