Bruxelas admite que há plano detalhado para lidar com saída do euro

Bruxelas admite que há plano detalhado para lidar com saída do euro

 

Lusa/AO Online   Economia   8 de Jul de 2015, 06:39

O presidente da Comissão Europeia admitiu hoje que há um plano detalhado para uma eventual saída da Grécia da zona euro, enquanto o presidente do Conselho Europeu disse que Atenas tem apenas "cinco dias" para evitar um "cenário negro".

Em conferência de imprensa, após mais uma cimeira de emergência da zona euro, em Bruxelas, Jean-Claude Juncker admitiu pela primeira vez de modo aberto que há planos de contingência na Comissão Europeia para um cenário em que se concretiza a saída da Grécia da zona euro.

"A Comissão está preparada para tudo, temos um cenário de 'Grexit' preparado em detalhe", afirmou o líder do executivo comunitário.

Também o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, apesar de manter a ideia de que o lugar da Grécia é na zona euro, admitiu que não se pode excluir o cenário mais negativo, em que não há acordo entre a Grécia e os credores, o que deixaria o país numa situação muito difícil, com falência do sistema bancário grego.

"A situação é realmente crítica e infelizmente não podemos excluir um cenário negro, de não acordo até domingo", afirmou o político polaco.

O presidente do Conselho Europeu confirmou que haverá novamente trabalhos ao mais alto nível no domingo, tendo especificado que poderá haver reuniões de dois formatos nesse dia.

Se houver um acordo até lá, deverá haver uma cimeira só da zona euro, para dar o apoio político a um terceiro resgate à Grécia.

Se não houver acordo, irá marcar uma cimeira com os chefes de Estado e de Governo dos 28 países da União Europeia, uma vez que um 'Grexit' terá efeito em todo o espaço comunitário e que nesse caso também necessário preparar um plano de ajuda humanitária.

Esta quarta-feira, o Governo grego deverá fazer um novo pedido de ajuda financeira ao fundo de resgate da zona euro, através do Eurogrupo, e até quinta-feira deverá dar conta das reformas que está disposto a tomar em troca de um novo pacote financeiro. Essas medidas serão avaliadas pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

"Temos cinco dias para chegar a um acordo definitivo. Tenho de dizer alto e bom som que o prazo final é esta semana", sentenciou Donald Tusk.


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