Brasil precisa de trabalhadores qualificados

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Entidades sindicais e do mercado brasileiras consideram que a nova migração de trabalhadores qualificados europeus, incluindo portugueses, que fogem da crise económica para o Brasil, favorece o investimento e a produtividade.
 

O gerente-executivo de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil, Emerson Casali, afirma que a chegada de imigrantes qualificados favorece o investimento e a produtividade, o que amplia as possibilidades de geração de emprego no país que os acolhe.

"Para o país de origem também é bom, pois, em geral, este capital social está esterilizado e, ao sair, produz riqueza e transfere parte dela de volta, além de facilitar a integração produtiva e os fluxos comerciais e de conhecimento", diz Casali.

Segundo o gerente-executivo, estes novos trabalhadores chegam para suprir a carência de mão de obra qualificada, principalmente em setores da engenharia e da tecnologia da informação.

Apesar do seu crescente aumento, os novos migrantes não possuem dimensão para produzir impacto no setor industrial brasileiro, que tem cerca de 12,5 milhões de trabalhadores formais, afirma Casali.

Por seu lado, o presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais, Francisco Antonio Feijó, realça a procura por profissionais qualificados nas áreas de tecnologia do petróleo, incluindo o pré-sal.

Feijó também diz que há espaço para migrantes no mercado brasileiro, que está em crescimento, mas desde que haja cuidado com a proteção do trabalho estrangeiro, para que ele obedeça à mesma legislação e não seja explorado.

O intercâmbio cultural e técnico entre os estrangeiros e os brasileiros é um dos principais pontos positivos da migração, segundo o secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Brasil, João Felício.

"Temos uma profunda simpatia e solidariedade pelas pessoas que migram, é natural do ser humano querer viver bem. Se a situação está difícil num lugar, os trabalhadores tem de procurar outro ligar, por mais que seja difícil sair da sua terra", disse.

Para Felício, tratados entre Brasil e Portugal em relação à Segurança Social auxiliam os trabalhadores, pois o tempo de serviço no outro país conta para a reforma.

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