Brasil convoca embaixador em Israel e condena violência na região


 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Jul de 2014, 11:55

O Governo brasileiro classificou de "inaceitável" a escalada da violência na Faixa de Gaza e informou que convocou o embaixador brasileiro em Israel "para consultas", divulgou a imprensa brasileira.

 

"O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças", referiu o Ministério das Relações Exteriores, em comunicado, noticiou hoje o sítio eletrónico G1.

“O Governo brasileiro reitera o apelo a um imediato cessar-fogo entre as partes”, acrescentou a nota, publicada no sítio do ministério na noite de quarta-feira.

O comunicado refere ainda que, “diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada no dia de hoje (quarta-feira)”.

“Além disso, o embaixador do Brasil em Telavive foi chamado a Brasília para consultas”, acrescenta-se.

Segundo o G1, a medida diplomática de convocar um embaixador é excecional e tomada quando o Governo quer demonstrar o descontentamento e avalia que a situação no outro país é de extrema gravidade.

A última vez em que o Governo brasileiro convocou um embaixador para consulta foi após a destituição do Presidente do Paraguai Fernando Lugo, em 2012, episódio que o Brasil considerou como "rutura da ordem democrática".

Israelitas e palestinos acusaram-se, na quarta-feira, de crimes de guerra durante uma reunião extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, com ambas as partes a alegarem ter agido dentro das leis internacionais durante a escalada de violência.

Desde o início da ofensiva militar israelita contra o Hamas, que começou no dia 08 de julho, pelo menos 655 palestinianos já morreram, com as baixas de Israel a serem contabilizadas em 35 pessoas.

Os feridos, a maioria civis palestinianos, são já mais de 4.300.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.