BP vai vender 31 mil milhões de euros em activos para compensar maré negra no Golfo do México


 

Lusa / AO online   Economia   5 de Set de 2010, 18:10

A petrolífera britânica BP vai vender 40 mil milhões de dólares (31 mil milhões de euros) em activos, para compensar os custos suportados com a maré negra no Golfo do México, escreve hoje a imprensa internacional.

O gigante petrolífero mundial tinha inicialmente previsto no seu programa de alienação de ativos uma verba na ordem dos 30 mil milhões de dólares para fazer face aos custos da catástrofe, avança o diário britânico Sunday Times.

O aumento das despesas ocasionadas pela catástrofe ecológica, que já custou à BP oito mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros), levou o grupo a ajustar o seu programa de venda de ativos em mais 10 mil milhões de dólares, revela o jornal citando fontes próximas da petrolífera.

A BP vai, assim, vender no mercado os 26 por cento, avaliados em 20 mil milhões de dólares, que detém na maior jazida petrolífera norte-americana, situada em Prudhoe Bay, no Alasca.

"Eles são muito claros: venderão se o preço for justo", disse uma fonte que pediu o anonimato.

As negociações estão no bom caminho para vender os ativos internacionais, num valor que se situa entre os 5 e os 10 mil milhões de dólares, ao seu parceiro russo TNK-BP, entre os quais um “grande número” de jazidas no Mar do Norte, segundo o diário britãnico.

A BP tinha anunciado no final de julho a intenção de vender 30 mi milhões de dólares em ativos ao longo dos próximos 18 meses, o que representa cerca de 10 por cento daquilo que o grupo detém.

Cerca de sete mil milhões de dólares de ativos nos Estados Unidos, no Canadá e no Egipto, foram já vendidos à companhia norte-americana Apache.

A BP vendeu também 1,9 mil milhões de dólares em ativos na Colômbia ao grupo colombiano Ecopetrol e ao canadiano Talisman. O grupo malaio Pétronas comprou participações neste país por 363 milhões de dólares.

A petrolífera britânica aprovisionou 32,2 mil milhões de dólares para compensar os custos da maré negra, a pior ocorrida nos Estados Unidos, que foi provocado depois da explosão e afudamento da plataforma Deepwater Horizon, no final de abril.

O derramamento de petróleo pôde ser contido em meados de julho e em seguida o furo foi tapado com cimento.

A BP deverá publicar nos próximos dez dias o relatório do inquérito interno sobre a catástrofe.


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