Boyhood, com três galardões, domina prémios de cinema dos Globos de Ouro

Boyhood, com três galardões, domina prémios de cinema dos Globos de Ouro

 

Lusa/AO Online   Internacional   12 de Jan de 2015, 05:53

Boyhood foi hoje o grande vencedor nas categorias de cinema dos Globos de Ouro, ao arrecadar três prémios na 72.ª edição da gala, em que Birdman e The Theory of Everything (A Teoria de Tudo) conseguiram dois galardões, respetivamente.

O prémio de melhor realizador foi para Richard Linklater, pelo filme “Boyhood: Momentos de uma vida”, que estava nomeado em cinco categorias. Richard Linklater destronou, além do realizador mexicano Alejandro González Iñárritu (“Birdman”), Wes Anderson ("Grand Budapest Hotel"), Ava Duvernay" ("Selma"), e David Fincher ("Em parte incerta").

Além do prémio de melhor realizador, "Boyhood" venceu também nas categorias de melhor filme e melhor atriz secundária (Patricia Arquette).

Eddie Redmayne arrecadou o prémio de melhor ator de drama em “The Theory of Everything (A Teoria de Tudo), enquanto Julianne Moore o de melhor atriz drama em “Still Alice” (O Meu Nome é Alice), pelo desempenho do papel de uma mulher com a doença de Alzheimer.

Michael Keaton recebeu o prémio de melhor ator de comédia ou musical pelo papel no filme “Birdman” (ou a inesperada virtude da ignorância), que estava nomeado em sete categorias.

Já Amy Adams foi distinguida como melhor atriz de comédia, por "Big Eyes".

"The Affair", "Fargo" e "Transparent", com dois galardões cada um, repartiram a glória nas categorias de televisão da 72.ª edição dos Globos de Ouro.

"The Affair" conseguiu, na reta final da cerimónia, os troféus de melhor série dramática e o de melhor atriz para Ruth Wilson.

George Clooney foi homenageado com o prémio Cecil B. DeMille, que reconhece uma contribuição destacada para o mundo do entretenimento. O ator foi uma das estrelas de Hollywood que levou a mensagem "Je suis Charlie" para a cerimónia da entrega de prémios, em solidariedade com as vítimas dos ataques na semana passada em Paris.

"Os milhões de pessoas que se manifestaram em Paris e em todo o mundo, incluindo cristãos, judeus e muçulmanos, não o fizeram em protesto. Manifestaram-se em apoio à ideia de que não vamos caminhar com medo. Não o teremos", disse Clooney.

O ator Jared Leto, que apresentou um dos galardões da noite, foi outro dos que levou a frase "Je suis Charlie" ao palco.

A audiência aplaudiu de pé o presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, Theo Kingma, que defedneu a unidade contra todos os que atentam contra a liberdade de imprensa em qualquer parte do mundo, "desde a Coreia do Norte a Paris".

A cerimónia foi conduzida pelas comediantes Tina Fey e Amy Poehler, que protagonizaram momentos de humor sobre o ataque informático à Sony Pictures, realizado com o objetivo de impedir a estreia do filme "The Interview", uma sátira sobre um plano para matar o líder da Coreia do Norte.

"Hoje celebramos todos os filmes e programas de televisão aprovados pela Coreia do Norte", ironizou a dupla.

A gala decorreu no hotel Beverly Hilton de Los Angeles e contou entre os apresentadores com as latinas Salma Hayek e Jennifer López, e com Lupita Nyong'o, Meryl Streep, Harrison Ford e Matthew McConaughey, entre outros.

Os Globos de Ouro, prémios do cinema e da televisão atribuídos pela associação de imprensa estrangeira, são vistos habitualmente como uma antecâmara dos Óscares, cujos nomeados vão ser anunciados na próxima quinta-feira.

 

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