Bolsa: Inflação na zona euro e resultados da Cimpor marcam semana


 

Lusa   Economia   15 de Ago de 2010, 15:16

Esta semana estarão em destaque a inflação na zona euro e a divulgação dos resultados da Cimpor em Portugal, depois de uma semana negativa para os mercados depois algumas das principais economias terem confirmado um abrandamento económico.

“O Índice de Preços no Consumidor da Zona Euro deverá situar-se nos 1,7 por cento em julho e em 1 por cento se excluídas as componentes de alimentação e energia”, disse à agência Lusa a analista Telma Santos, do Millennium BCP, a partir do consenso dos analistas contactados pela Bloomberg.

Este indicador será divulgado pelo Eurostat na segunda feira, 16 de agosto.

Ainda na Europa, será conhecido o indicador alemão Zew Survey, o qual “deverá revelar uma degradação da confiança para os próximos seis meses de 21,2 para 20,6 em agosto”, afirmou a analista.

Na terça feira, dia 17 de agosto, a cimenteira portuguesa Cimpor dá conta dos resultados referentes ao primeiro semestre.

Nos Estados Unidos, destaque para a o mercado imobiliário com o índice de construção NAHB, “que deverá subir de 14 a 15” e das casas em início de construção “com subida prevista de 2 por cento”.

Já as licenças de construção deverão cair 1,2 por cento, antecipa Telma Santos.

“Ainda nos Estados Unidos, serão conhecidos os indicadores qualitativos Empire Manufacturing, com subida prevista de 5,08 para 8,25, Philadelphia Fed Index, que deverá avançar de 5,1 para 7,5, e Leading Indicators, com o mercado a antecipar um aumento de 0.1 por cento”, acrescentou.

As empresas Lowe’s, Sears, Wal-Mart, Deere, Target, Staples, HP, Home Depot, Applied Materials e Telecom Austria divulgam os resultados esta semana.

A semana que passou foi sobretudo negativa para os mercados internacionais depois de alguma das principais economias terem comnfirmado um abrandamento da recuperação económica.

“Apesar de terem iniciado a semana com ganhos, os mercados bolsistas viveram uma semana negativa, pressionados pelas declarações de Bernanke, presidente da Fed, de que a economia norte-americana está a recuperar a um ritmo mais lento que o previsto, pela revisão em baixa das previsões do Banco de Inglaterra para o crescimento da economia do Reino Unido e também pela fraqueza das importações chinesas”, explicou Telma Santos.


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