Bolívia nomeou o ator Sean Penn como embaixador para a legalização da folha de coca


 

Lusa/AO online   Internacional   31 de Out de 2012, 09:10

O Presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu ao ator e realizador norte-americano Sean Penn, durante a sua visita ao país, para apoiar a campanha do país junto da ONU a favor da despenalização da folha de coca.

O ator norte-americano encontra-se em La Paz pela segunda vez este ano, no âmbito dos seus esforços para envolver a comunidade internacional a favor do Haiti, dois anos depois do sismo que devastou a ilha, tendo-se reunido com Morales.

O Presidente da Bolívia pediu na ocasião a Sean Penn para se “juntar à campanha internacional (boliviana) para a despenalização da folha de coca”, disse o ministro da Presidência boliviano, Juan Ramón Quintana, em conferência de imprensa.

O ministro acrescentou que Evo Morales explicou a Sean Penn a “importância e a história ancestral da utilização da folha de coca”.

A mastigação e infusão da coca são práticas milenares nos Andes com fins terapêuticos contra a fome, fadiga e os efeitos da altitude, além de ser utilizada em rituais.

A Bolívia decidiu retirar-se no ano passado da Convenção sobre Estupefacientes da ONU, de 1961, para “corrigir um erro histórico” relacionado com a utilização da folha de coca pelas comunidades indígenas.

Sean Penn foi considerado pelo ministro boliviano como um “ativista” e “militante das causas mais nobres”, tendo-lhe também sido pedido para ser “interlocutor na cena internacional” da reivindicação da Bolívia de recuperar o acesso ao oceano Pacífico, perdido há mais de 130 anos a favor do Chile depois da Guerra do Pacífico (1879-83).

A Bolívia solicitou ainda ao ator o seu apoio a favor da extradição dos Estados Unidos do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, acusado da morte de 60 pessoas numa revolta social em 2003.


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