Blatter diz que final do Mundial2022 será disputada até 18 de dezembro

Blatter diz que final do Mundial2022 será disputada até 18 de dezembro

 

Lusa/AO Online   Futebol   27 de Fev de 2015, 18:10

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, disse que a final do Mundial de futebol do Qatar, em 2022, será jogada no máximo a 18 de dezembro desse ano.

 

“O Mundial não vai prolongar-se até 23 de dezembro de 2022, é um não definitivo a essa data, a final da competição não deve ir além do dia 18 de dezembro”, comentou o presidente da FIFA à margem de uma reunião do International Board, em Belfast.

Este anúncio surge quando as ligas europeias de futebol se opõe às recomendações do grupo de trabalho mandatado pela FIFA, que preconiza que a organização do Mundial2022 decorra entre o fim do mês de novembro até ao fim do mês de dezembro, para evitar o calor sufocante do verão no Qatar e para a prova não coincidir com os Jogos Olímpicos de Inverno, cuja cerimónia de abertura está prevista para 26 de novembro e a cerimónia final para 23 de dezembro.

A decisão final sobre as datas do Mundial2022, no Qatar, será tomada pelo Comité Executivo da FIFA entre 19 e 20 de março próximos.

A data limite de 18 de dezembro de 2022 prevista por Blatter para a final do Mundial do Qatar não irá prejudicar a realização do chamado ‘Boxing Day’, em Inglaterra, que se disputa sempre a 26 de dezembro e que é uma das datas de referência e tradição da Liga inglesa.

Questionado sobre a oposição dos clubes europeus e o pedido de compensações financeiras formulado por Karl-Heinz Rummenigge, presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA), Joseph Blatter respondeu: “Não vejo razão para que os clubes venham a ser compensados financeiramente”.

“É um problema que ainda não discutimos com profundidade, mas já falei pessoalmente com Rummenigge para ver como é que se pode encontrar uma solução”, explicou o presidente da FIFA, admitindo que os clubes europeus “não estão contentes” e que “têm feito barulho em torno da FIFA e do Mundial do Qatar”, mas contrapôs que estes “têm seis anos para se preparar” e que “será encontrada uma solução que agrade a todos”.


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