Berta Cabral propõe redução de 25% no ordenado de titulares de cargos políticos

Berta Cabral  propõe redução de 25% no ordenado de titulares de cargos políticos

 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Set de 2012, 09:12

A candidata do PSD/Açores à presidência do Governo Regional, Berta Cabral, anunciou hoje um "plano social de salvaguarda", que prevê reduzir em 25 por cento o ordenado dos titulares de cargos políticos, incluindo o do chefe do executivo.

“Vou aproveitar esta ocasião para anunciar as medidas concretas que vamos tomar para criar um plano social de salvaguarda dos Açores e dos açorianos”, afirmou Berta Cabral, acrescentando que o plano, composto por sete medidas, prevê “cortes em mordomias”.

Berta Cabral, que falava em Ponta Delgada, no lançamento de um livro sobre dinâmicas regionais, prometeu reduzir em 25 por cento, pelo prazo de dois anos, o vencimento de todos os titulares de cargos políticos, “começando pelo presidente do Governo Regional”.

As medidas deste plano incluem ainda uma redução de 40 por cento dos membros do futuro governo, passando de 12 para sete secretários regionais e respetivos gabinetes e assessorias, e uma redução de 35 por cento dos cargos de nomeação política e seus gabinetes e assessorias.

Berta Cabral pretende também implementar uma redução não inferior a 40 por cento nas despesas com viagens, hotéis e ajudas de custo, diminuir os atuais 57 deputados regionais para 39, baixar 25 por cento os vencimentos de gestores públicos durante dois anos e reduzir em 35 por cento os cargos de nomeação no setor público empresarial regional.

“Estes cortes significam uma importante poupança no orçamento regional. É uma verba que queremos utilizar para reforçar a política de apoio aos açorianos”, disse Berta Cabral, alegando que o plano “não é só para os mais carenciados, mas também para a classe média”.

Para aliviar a carga fiscal dos trabalhadores penalizados com o acréscimo de sete por cento na contribuição para a Segurança Social, Berta Cabral pretende criar um subsídio de insularidade “de cinco por cento do vencimento base dos trabalhadores privados que auferem salário mensal até aos dois mil euros”.


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