Berta Cabral é contra mega escolas e defende ensino de proximidade

Berta Cabral é contra mega escolas e defende ensino de proximidade

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   3 de Out de 2012, 14:24

A candidata do PSD/Açores à presidência do Governo Regional, Berta Cabral afirmou esta quarta-feira que é contra as mega escolas, defendendo que o ensino básico no arquipélago deve manter-se em escolas próximas da comunidade.

“Sou contra as megas escolas. Acho que não trazem nada de bom. É preciso escolas, sobretudo do 2º ciclo e secundário com boas condições para os miúdos diversificarem a sua aprendizagem, mas no ensino básico temos de manter as escolas próximas das pessoas”, afirmou Berta Cabral, após uma visita à Escola Pe. Maurício de Freitas em Santa Cruz, na ilha das Flores.

Para a candidata social-democrata “não há vantagem nenhuma” em levar as crianças de tão tenra idade para longe das suas casas e colocá-las em escolas com alunos de várias idades.

“É preciso ter isso em atenção e manter as escolas (primárias) como nós temos tido, porque infelizmente têm fechado para agrupar”, referiu, alegando que relativamente às megas escolas construídas nos últimos anos “é muito difícil alterar o que foi construído, temos é de ver a melhor forma de adaptar o que ainda existe”.

Na visita à Escola Básica dos 1º, 2º e 3º ciclos, Jardim de Infância e Ensino Secundário de Santa Cruz das Flores, Berta Cabral encontro apoiantes de palmo e meio, que mesmo não votando expressam admiração pela candidata social democrata.

Vestido de t-shirt laranja, o aluno Leandro dirigiu-se a Berta Cabral para lhe confessar que é o seu “apoiante número um nas Flores” e que ela será a próxima presidente do Governo Regional.

“Adoro a senhora. Vim de cor de laranja porque sabia que vinha cá”, afirmou.

Também outros alunos aproveitaram a ocasião para cumprimentar Berta Cabral e tirar fotografias, com a mulher cujo estatuto de figura pública pesou hoje mais do que a de política.

“A notoriedade é sempre um item escrutinado e avaliado em relação aos políticos. Se é positivo, como é o caso, faz diferença”, referiu, acrescentando que “efetivamente passa e é uma pessoa com seriedade”.

“Não gosto de fazer a política da retórica, a política da conversa. Gosto da política da ação, em que nos dizemos e cumprimos o que dizemos, porque fazer política é dar o exemplo”, sustentou.


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