Berta Cabral diz não haver constrangimentos nas Lajes para receber voos civis

Berta Cabral diz não haver constrangimentos nas Lajes para receber voos civis

 

Lusa   Regional   12 de Set de 2015, 11:01

A secretária de Estado da Defesa Nacional, Berta Cabral, afirmou na sexta-feira não haver constrangimentos na base das Lajes para receber voos civis, mostrando-se certa de que os novos responsáveis do equipamento militar e da aerogare civil "vão conseguir entender-se".

“Não há nenhum constrangimento técnico nem operacional por parte da base das Lajes em receber voos civis. Podem vir todas as companhias do mundo operar na base das Lajes, desde que apresentem o seu programa de voos à Força Aérea”, afirmou a responsável aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem da comissão de inquérito ao grupo Sata da assembleia legislativa, onde foi ouvida como ex-presidente do conselho de administração da Sata Air Açores.

O Governo Regional e o CDS/Açores apontaram esta semana constrangimentos no parqueamento de aviões civis na base da Terceira (onde aterram os aviões comerciais que passam na ilha), referindo que por várias vezes houve aeronaves a aguardar algum tempo, com os passageiros no interior e os motores ligados, enquanto não tinham autorização para estacionar em placas militares, por congestionamento da placa onde habitualmente permanecem.

Berta Cabral sublinhou que 70% do tráfego da base se refere hoje à aviação civil e disse estar a par de uma situação “lamentável” em que um avião da TAP esteve a aguardar 30 minutos por estacionamento, esta semana, “por indisponibilidade da placa civil e indisponibilidade de equipamento na placa militar".

A Força Aérea informou na sexta-feira estar em causa a ausência "momentânea" de condições de operação.

“Esperemos que não se repita e esperemos também que haja uma melhor articulação […]. Estou absolutamente convencida de que os novos responsáveis da base e da aerogare civil vão conseguir entender-se, porque têm de coabitar no mesmo espaço. E para coabitarmos no mesmo espaço, seja em que área for, tem de haver diálogo, tem de haver entendimento”, afirmou, acrescentando que “às vezes são precisos incidentes desta natureza para que as pessoas percebam que é preciso sentar-se à mesa”.

A governante disse ainda que continua em curso o trabalho, já anunciado, para identificar protocolos e acordos técnicos importantes para “agilizar o uso civil da base”, mas sem alterar a sua operacionalidade.

“O trabalho continua, logo que se conheçam os resultados, serão públicos”, declarou.


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