BE satisfeito com plano de emergência para os trabalhadores

BE satisfeito com plano de emergência para os trabalhadores

 

AO/Lusa   Regional   17 de Jan de 2015, 12:32

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) nos Açores considerou este sábado que o plano de emergência do parlamento açoriano responde às "preocupações imediatas dos trabalhadores" da Base das Lajes que vierem a ser despedidos.

 

"O plano de emergência, cuja implementação o parlamento dos Açores recomendou, por unanimidade, ao Governo da República, atende às preocupações imediatas dos trabalhadores da Base das Lajes que vierem a ser despedidos, ao responsabilizar o Governo da República pela implementação de medidas excecionais de apoio reforçado ao desemprego", refere Paulo Mendes, citado por uma nota de imprensa do BE/Açores.

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou na sexta-feira, por unanimidade, um pedido ao Governo da República para ser criado um "plano de emergência" para a ilha Terceira que mitigue o impacto da redução do contingente militar norte-americano nas Lajes.

O texto da resolução, que foi, inicialmente, uma iniciativa do BE a que se juntaram todos os partidos, lembra que serão despedidos 500 portugueses que trabalham na Base das Lajes, até ao final do ano.

Visando divulgar as medidas contempladas no projeto de resolução aprovado no parlamento dos Açores, Paulo Mendes reuniu na sexta-feira com os representantes sindicais dos trabalhadores da base das Lajes.

O coordenador do Bloco defendeu que o Governo da República deve direcionar investimento público e criar incentivos especiais de incremento ao investimento privado para a ilha Terceira, com especial atenção ao concelho da Praia da Vitória, onde fica localizada a Base das Lajes.

"O Estado e a região não deverão continuar numa espécie de concurso para ver quem melhor serve os interesses militares norte-americanos, na esperança de, em troca, garantir a manutenção de postos de trabalho", declarou o coordenador do BE/Açores.

O dirigente do Bloco admitiu que até podem aumentar os postos de trabalho, "caso a posição geoestratégica do arquipélago venha a ser utilizada para benefício do país e não para benefício dos Estados Unidos da América".

Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram uma redução gradual dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes, na ilha Terceira, de 900 para 400 pessoas, que deverá estar concluída até ao outono de 2015, enquanto os civis e militares norte-americanos vão passar de 650 para 165.

A intenção dos EUA de reduzir a presença militar na Base das Lajes foi anunciada em novembro 2012, mas foi sendo adiada sucessivamente até que fosse divulgado um relatório sobre as bases europeias.

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