BE reivindica maior abertura do PS às propostas da oposição

BE reivindica maior abertura do PS às propostas da oposição

 

LUSA/AO online   Regional   31 de Out de 2016, 15:51

O coordenador do BE/Açores Paulo Mendes apelou hoje ao PS para que, apesar de ter alcançado maioria absoluta nas eleições legislativas, adote uma postura de maior abertura às propostas da oposição

"Mesmo não havendo estimativas sobre a percentagem da abstenção técnica, a abstenção é sempre muito elevada e isso deveria servir de motivo para que o PS, apesar de ter uma maioria absoluta legítima, cultivasse uma maior democraticidade para com os outros partidos da oposição e para que o PS não continuasse a servir de simples caixa-de-ressonância do Governo Regional na assembleia”, frisou o coordenador.

Paulo Mendes, que divide a coordenação do BE/Açores com Zuraida Soares, falava aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, após a audição com o representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino.

De acordo com o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, cabe ao representante da República nomear o presidente do Governo Regional "tendo em conta os resultados das eleições", mas só depois de ouvir os partidos políticos representados no parlamento.

O PS venceu as eleições legislativas regionais, com maioria absoluta, no dia 16 de outubro, tendo elegido 30 deputados. O PSD conquistou 20 mandatos, o CDS-PP quatro, o BE dois, enquanto CDU e PPM um cada.

Paulo Mendes, que foi eleito pelo círculo de compensação, considerou que o PS deve formar governo, porque a maioria absoluta foi “inequívoca”, admitindo, contudo, que esse não era o cenário ideal para o BE.

“Temos o testemunho de várias legislaturas de maioria absoluta do PS e sabemos muito bem como é que tem funcionado. É sempre na base do quero, posso e mando”, considerou.

O BE reforçou nestas eleições o número de deputados, tendo agora um grupo parlamentar, por isso, segundo Paulo Mendes, o partido vai “aumentar a atividade” em propositura e fiscalização, desafiando o PS a fazer o mesmo.

“O PS tem oportunidade para provar que é um partido que, apesar de ter maioria absoluta, tem maturidade suficiente para aumentar a sua capacidade de propositura, ter uma maior capacidade de fiscalização governativa. Não é por ser o suporte do Governo Regional que deve abdicar desta fiscalização governativa”, frisou.

Segundo o dirigente bloquista, as prioridades do BE nesta legislatura são o combate à pobreza e às desigualdades sociais, através da redução do desemprego e da precariedade, mas também as causas ambientais e a mudança do paradigma económico-social da região.

O representante da República para a Região Autónoma dos Açores vai ouvir até quarta-feira os seis partidos com representação na Assembleia Legislativa, nomeando depois o presidente do Governo Regional e os membros do executivo, por proposta do presidente.

Os 57 deputados tomam posse na Assembleia Legislativa na Horta, ilha do Faial, na quinta-feira e o Governo Regional no dia seguinte.


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