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BE quer isentar familias até ao quarto escalão no pagamento de creches

 BE quer isentar familias até ao quarto escalão no pagamento de creches

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Out de 2016, 14:13

O BE/Açores apresentou hoje uma proposta para que o Governo regional assuma, na próxima legislatura, as despesas familiares com o pagamento das creches até ao 4º escalão de IRS.

“Atualmente as famílias pagam uma parte da despesa das creches através do pagamento de uma mensalidade que, apesar de ser feito de forma progressiva consoante os rendimentos de cada família, consideramos que seria importante garantir a todos os agregados familiares até ao quarto escalão de IRS de rendimentos deveriam ter acesso gratuito à creche”, afirmou o cabeça de lista do BE pela Terceira, Paulo Mendes, em declarações à agência Lusa.

Paulo Mendes, que é também coordenador do BE/Açores, visitou hoje, em campanha eleitoral, uma creche, para salientar que se trata "da primeira etapa de todo um processo educativo", pelo que é preciso "garantir que todas as famílias possam ter acesso" a essa valência.

“Ora bastava que a região suportasse a despesa da mensalidade prevista para cada uma dessas famílias. Estamos a falar aqui, por exemplo, de uma família de classe média até mesmo de classe média baixa que atualmente basta auferir mais do que 700 euros ‘per capita’ mensais para pagar uma mensalidade de 200 euros mensais”, referiu.

O candidato frisou que a proposta do bloco faria com que “muitos agregados familiares pudessem poupar por ano até 2300 euros”, dinheiro que poderia “servir para estas famílias tivessem mais algum poder de compra e dinamizar, de certa forma, a economia local”.

Paulo Mendes acrescentou que a proposta do BE “não é uma medida muito dispendiosa para o orçamento regional".

“Só para ter uma ideia, a derrapagem orçamental verificada na última obra pública na ilha Terceira, que foi o parque de exposições, só o valor respeitante a esta derrapagem daria para cobrir bem à vontade esta despesa”, exemplificou.

Por outro lado, o candidato desafiou o CDS-PP e o seu líder regional, Artur Lima, o PSD e PS para "serem coerentes" e terem "o mesmo discurso quer nos Açores como no continente".

"O Artur Lima [líder do CDS-PP nos Açores] a semana passada veio dizer, e muito bem, publicamente que a região devia ter um maior poder de tutela sobre o seu mar, através de uma alteração à lei de bases de ordenamento e gestão do mar que permitisse à região ter pelo menos a cogestão do seu mar. Ora esse mesmo Artur Lima aquando da visita de Assunção Cristas [líder nacional do CDS], ainda esta semana, à Terceira, simplesmente compactuou com as afirmações da líder nacional que veio dizer que esta lei está muito bem, quando é exatamente o contrário", apontou.

Paulo Mendes alertou que se está perante uma lei que permite "a espoliação completa” dos mares e criticou o PS.

"Temos um PS que defende, e muito bem, que a região deve readquirir um maior poder de gestão sobre os seus mares e depois na República votou favoravelmente esta nova lei de bases", acrescentou.

Para a votação de domingo estão inscritos 228.160 eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais de 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta e elegeu 31 deputados, seguido de PSD com 20 mandatos e do CDS-PP com três. BE, CDU e PPM elegeram um parlamentar cada.

 


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