BE quer acabar com a maioria absoluta "arrogante" do PS nos Açores

BE quer acabar com a maioria absoluta "arrogante" do PS nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Out de 2016, 11:18

A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, criticou na noite de sábado a maioria absoluta do PS, que governa nos Açores de uma forma "crescentemente arrogante".

"O que tem puxado os Açores para trás é a maioria absoluta do Partido Socialista. Um PS que é crescentemente arrogante para com as pessoas, que está minado pelos negócios, pelo amiguismo, pela opacidade, que é incapaz, neste momento, de um projeto de futuro", apontou Catarina Martins.

A dirigente bloquista, que falava num jantar-comício na cidade da Horta, no âmbito de uma visita aos Açores integrada na campanha para as eleições legislativas regionais de 16 de outubro, entende que neste ato eleitoral, "é preciso mudar" o sentido de voto nos Açores.

"É preciso mudar porque já ninguém suporta a chantagem e a opressão de um Partido Socialista com maioria absoluta, que não sabe o que é a democracia e põe a opressão na vida de todas as pessoas. Isto tem de acabar!", insistiu a dirigente bloquista.

Catarina Martins entende que é necessário "fazer a diferença" nas eleições regionais, através do voto no Bloco de Esquerda, um partido que, segundo explicou, não "é fechado" e pode merecer a "confiança" do povo.

"Uma lista política não é como um clube de futebol, em que ficamos presos à cor da nossa infância", advertiu Catarina Martins, acrescentando que, na política, as pessoas devem votar, "em quem pode responder às necessidades concretas" da sua vida.

Por isso, deixou o apelo, "da direita à esquerda", para que votem no BE, incluindo os que estão "desiludidos" com "um PSD sem projeto ou com um CDS que não diz nada de jeito na Região nem no país".

A líder nacional do BE lembrou que o objetivo do seu partido nestas eleições regionais, é formar um grupo parlamentar na Assembleia Legislativa dos Açores, onde o Bloco está atualmente representado por apenas um deputado.

"O grande objetivo nesta eleição é que a Zuraida Soares tenha companhia na Assembleia Legislativa Regional", sublinhou Catarina Martins, acrescentando que se um deputado do BE "prova que pode fazer tanta diferença", um grupo parlamentar poderá fazer ainda mais.

A dirigente bloquista assumiu também dois compromissos concretos para com a ilha do Faial: apresentar ao Governo da República uma proposta a exigir os meios necessários para a ampliação da pista do Aeroporto da Horta; e insistir na criação de um Centro de Investigação das Ciências do Mar no Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

Para a votação de dia 16 estão inscritos cerca de 228 mil eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

De acordo com os resultados das eleições, o Representante da República nomeia depois o presidente do Governo Regional que, por sua vez, propõe os membros do executivo.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais, realizadas a 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta (49,02%) e elegeu 31 deputados, seguido do PSD, com 20 mandatos (33,01%) e CDS-PP com três (5,67%). BE (2,25%), CDU (1,9%) e PPM (0,08%) elegeram um parlamentar cada.



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