BE e CDU criticam precariedade laboral instalada nos Açores

BE e CDU criticam precariedade laboral instalada nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Nov de 2015, 18:50

O Bloco de Esquerda e a CDU nos Açores criticaram hoje a precariedade laboral instalada no arquipélago, enquanto o Governo Regional fala em boa performance financeira, e apelaram a um alívio sério dos trabalhadores em 2016.

“Num quadro em que o Governo Regional apresenta uma boa performance [financeira] e acrescenta uma quantia de 30 milhões de euros em relação ao ano passado de cobrança de impostos diretos e indiretos, mais 24 milhões de transferências do Estado e União Europeia, não era tempo de aliviar de forma séria os trabalhadores e as trabalhadoras?” perguntou a deputada do BE no parlamento regional.

Zuraida Soares falava no início da análise e debate da proposta de Plano e Orçamento para 2016 nos Açores, que decorre até sexta-feira no parlamento regional, na ilha do Faial.

“A pobreza estrutural, o empobrecimento em larga escala, os baixos salários e o desemprego jovem permanecem”, afirmou Zuraida Soares, alegando que “mais uma vez não bate a teoria com a prática”.

A deputada bloquista defendeu a aplicação do diferencial fiscal de 30% ao escalão máximo do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), uma medida que “permitiria, por exemplo, emagrecer produtos e serviço, logo permitiria às pessoas comprar mais e às empresas vendar mais”.

Também o deputado da CDU, Aníbal Pires, considerou que está instalada na região uma “precariedade generalizada”, em que abundam programas ocupacionais que “contribuem para o aumento da pressão sobre os trabalhadores, forçados a todo o tipo de condições”.

“As políticas públicas de emprego levaram-nos a esse paradoxo”, referiu Aníbal Pires, acrescentando que hoje “muito poucas empresas contratam trabalhadores”.

Segundo o deputado comunista, que classificou de “vergonhoso flagelo” e “infame praga social” o desemprego, ao ler a proposta de Plano e Orçamento do Governo Regional para 2016 não se encontra “nada de diferente relativamente ao combate à precariedade laboral e políticas públicas de emprego”.

 


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