Eleições

BE diz haver descargas ilegais de conserveira para o mar

BE diz haver descargas ilegais de conserveira para o mar

 

Lusa/AO online   Regional   11 de Out de 2016, 17:07

A cabeça de lista do BE por São Miguel às eleições regionais açorianas, Zuraida Soares, afirmou hoje que a conserveira Cofaco, em Rabo de Peixe, mantém "descargas ilegais para o mar, aos olhos de todos", originando "um cheiro nauseabundo".

 

"É um cheiro nauseabundo [...] 24 horas do dia e em determinados momentos é supernauseabundo. Há anos que esta situação existe e é conhecida do Governo Regional, das entidades ambientais, da fiscalização do trabalho e da Câmara Municipal da Ribeira Grande e até hoje nada foi feito", apontou a também coordenadora do BE/Açores, em declarações aos jornalistas.

A Lusa contactou a empresa a propósito destas acusações, mas ainda não obteve uma resposta.

Numa ação de campanha à porta da indústria transformadora de conservas de peixe, na vila de Rabo de Peixe, em São Miguel, a candidata lamentou o alegado procedimento da empresa, apesar de estar de "boa saúde financeira" e "receber apoios de dinheiros públicos variadíssimas vezes e em quantidades significativas".

"Não tem o mínimo de respeito pelas pessoas que habitam e mais pelos trabalhadores e trabalhadoras que estão lá dentro e que durante todas as horas de trabalho têm este cheiro à volta. Se fosse um pobre que aqui estivesse, teria que cumprir todas as regras a que está obrigado", apontou Zuraida Soares.

À porta da fábrica, líder do BE/Açores distribuiu panfletos com as propostas do Bloco, enquanto as trabalhadoras prosseguiam em passo acelerado para a pausa de almoço.

Zuraida Soares referiu que as condições de higiene e segurança no trabalho na fábrica "deixam também muito a desejar".

"Desde logo, porque muitos trabalhadores não têm água para se lavar ao final de um dia de trabalho. E o BE pergunta onde é que está a fiscalização, mais uma vez, onde está o PS, onde está o Governo Regional?", referiu a candidata.

Os trabalhadores da Cofaco, acrescentou, "ganham durante cinco, 10, 15 e 20 anos o salário mínimo" e "não há nenhum tipo de retorno desta empresa ao nível social", como uma creche para os filhos das funcionárias. As mulheres estão em maioria entre os trabalhadores.

"Os transportes públicos também são coisa que não existe aqui à volta", acrescentou Zuraida Soares.


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