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BE defende que empresas com apoio público tenham 75% de trabalhadores com contrato

BE defende que empresas com apoio público tenham 75% de trabalhadores com contrato

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Out de 2016, 19:31

A coordenadora do Bloco de Esquerda nos Açores defendeu hoje que 75 por cento dos trabalhadores de uma empresa que seja apoiada por dinheiros públicos devem ter contratos sem termo, visando combater a precariedade laboral existente na região.

“Temos algumas propostas para criar emprego imediato e a médio e longo prazo, sobretudo emprego qualificado”, declarou à agência Lusa a cabeça de lista do BE pelo círculo eleitoral de São Miguel, Zuraida Soares, que visitou o hospital da Horta, no Faial, bem como contactou os trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Laticínios da ilha.

Zuraida Soares quer “aproveitar as condições endógenas” dos Açores, nomeadamente o mar e sua posição geoestratégica, para criar polos de desenvolvimento regional “descentralizados no âmbito de uma política de coesão territorial”, que combata a “perda de população constante” pelo menos em seis das nove ilhas dos Açores.

A dirigente do BE pretende “travar um combate sem tréguas” à precariedade, que referiu ser “cada vez mais a única forma de emprego” que os trabalhadores têm nos Açores.

A candidata preconizou a realização de concursos públicos para a admissão de pessoal na administração pública que sejam “isentos e transparentes” e assegurem “igualdade de oportunidades de acesso”, não havendo lugar, como disse acontecer atualmente, para “concursos com cartas marcadas em que já se sabe quem vai entrar”.

“O que o PS propõe no seu programa eleitoral nesta matéria é mudar alguma coisa para que fique tudo exatamente na mesma”, frisou a candidata, para salvaguardar que se está “perante um logro”.

Zuraida Soares quer ver assegurada a higiene e segurança no trabalho e o “cumprimento absoluto dos direitos dos trabalhadores” pelas entidades empregadoras, devendo estes ser assegurados por uma Inspeção Regional do Trabalho “eficaz e autónoma, não governamentalizada”.

A dirigente bloquista defendeu ainda a necessidade de se aumentar o salário mínimo nacional e regional, bem como uma “aposta séria” na reabilitação urbana pública e privada que gere milhares de postos de trabalho e melhore a imagem das ilhas, centros urbanos e vilas.

Para a votação de dia 16 estão inscritos 228.160 eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

De acordo com os resultados das eleições, o Representante da República nomeia depois o presidente do Governo Regional que, por sua vez, propõe os membros do executivo.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais, realizadas a 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta e elegeu 31 deputados, seguido do PSD, com 20 mandatos e CDS-PP com três. BE, CDU e PPM elegeram um parlamentar cada.

 

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