BE considera Plano e Orçamento dos Açores para 2015 "mais do mesmo"

BE considera Plano e Orçamento dos Açores para 2015 "mais do mesmo"

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Nov de 2014, 13:17

A deputada do BE no parlamento dos Açores afirmou hoje que o Plano e Orçamento da região para 2015 "é mais do mesmo", considerando que as prioridades "estão identificadas no discurso politico", mas "não estão visíveis em termos quantitativos".

“A nossa visão é crítica e o nosso objetivo é desmontar o Plano e Orçamento provando que há uma grande diferença entre o discurso político e aquilo que está no plano”, afirmou Zuraida Soares, acrescentando que os documentos do Governo Regional socialista são "mais do mesmo" e "não levam a lado nenhum", algo que "nem os cidadãos, nem os trabalhadores, nem as empresas, nem os patrões já aguentam".

A deputada falava à Lusa após uma reunião com a direção da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores (AICOPA) para analisar o Plano e Orçamento da Região para 2015, assim como as propostas para alteração ao Código dos Contratos Públicos.

No entender da parlamentar, não se trata só de uma questão de verbas, porque “mais do mesmo com mais dinheiro não adianta coisa nenhuma”, mas “alterar modelos de desenvolvimento e prioridades” apostando “seriamente em investimento visível e significativo” na "investigação, na ciência e nos produtos agroalimentares" que “diminuam as importações” e na reabilitação urbana.

Nesse sentido, Zuraida Soares disse que a proposta do BE para uma aposta na reabilitação urbana pública e privada que o partido defende "há três ou quatro anos em planos sucessivos" tem "cada vez mais cabimento".

No caso da reabilitação pública, o partido continua a defender “um protocolo entre o Governo Regional e as diferentes autarquias” para evitar “investimentos duplicados” e “rentabilizar dinheiro e sinergias” e a inclusão de uma verba de 75 milhões no Plano da Região.

Já para a reabilitação privada, Zuraida Soares defendeu a criação de "uma linha de crédito de 50 milhões de euros com uma carência de dois anos, sem juros", uma medida que, no seu entender, serviria também para "salvar empresas e postos de trabalhos" e, paralelamente, "dinamizar o comércio".

Zuraida Soares adiantou ainda que o BE vai insistir, no próximo ano, na iniciativa legislativa relativamente ao código das obras públicas no sentido de "encontrar formas de moralizar as permanentes derrapagens na região".


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