BE/Açores propõe estudo exaustivo sobre dependências em toda a região

BE/Açores propõe estudo exaustivo sobre dependências em toda a região

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Abr de 2015, 19:38

O Bloco de Esquerda/Açores vai propor na Assembleia Legislativa da região que o executivo açoriano faça um estudo exaustivo sobre dependências, anunciou hoje a deputada Lúcia Arruda.

"Nós pretendemos apresentar na Assembleia Legislativa regional nos próximos dias um projeto a recomendar ao Governo que faça um estudo exaustivo e pormenorizado de toda a região e de todos os comportamentos aditivos, para que se possa realmente redirecionar seja tratamentos, sejam alternativas", frisou.

Lúcia Arruda, que falava aos jornalistas à saída de uma reunião com a direção da associação Arrisca, em Ponta Delgada, propôs ainda que o estudo fosse encomendado à Universidade dos Açores.

Segundo a deputada e colíder regional do BE, o Serviço Regional da Saúde deve ter uma "intervenção direta" na resolução desta problemática, "desde a prevenção ao tratamento até à reintegração".

"No nosso entender, já é tempo que o Governo assuma, através da Secretaria Regional da Saúde, este flagelo, porque é uma questão social, mas também é uma questão de saúde pública", salientou, lembrando que a dependência já é considerada uma doença.

A tutela tem atualmente um projeto piloto nas escolas, mas, segundo Lúcia Arruda, falta fazer um diagnóstico exaustivo e identificar qual é a melhor forma de redirecionar tratamentos.

O único estudo feito na região sobre esta temática, de acordo com a deputada, reporta-se ao período entre 2004 e 2009, mas um relatório de 2013 do Instituto de Drogas e Toxicodependência nacional colocava os Açores numa situação "extremamente perigosa" no consumo de substâncias aditivas como a heroína e o álcool.

"Para nós é extremamente preocupante que venha um relatório nacional de 2013 chamar à atenção e pôr o foco nos Açores numa problemática extremamente dolorosa não só para as pessoas que passam por ela, mas para todas as famílias", frisou.

Apesar de não ser um estudo exaustivo sobre os Açores, o documento coloca a região no mesmo patamar que Lisboa e Alentejo, o que para Lúcia Arruda é incompreensível.

A deputada do BE lembrou ainda que o governo socialista prometeu em 2005 a construção de um centro de tratamento e desintoxicação para jovens, que ainda não existe, alegando que atualmente a desintoxicação é feita em casas de saúde por um período máximo de um mês, sem que haja um acompanhamento futuro por parte do executivo açoriano.

Lúcia Arruma lamentou que só exista tratamento nas ilhas Terceira e São Miguel e que apenas as Instituições Particulares de Solidariedade Social e as associações como a Arrisca acompanhem estes doentes.

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