BE/Açores propõe descentralização de concursos para admissão de funcionários públicos

BE/Açores propõe descentralização de concursos para admissão de funcionários públicos

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Out de 2015, 17:52

A representação parlamentar do BE nos Açores vai propor que o Governo Regional descentralize os concursos para admissão de pessoal na administração pública, para que todos os açorianos possam concorrer mesmo sem sair da ilha de residência.

 

"Consideramos que estão reunidas as condições para isso ser possível com um custo mínimo para o erário público", explicou Paulo Mendes, colíder do BE, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

O BE propõe que as provas de conhecimentos para acesso a cargos na administração pública autónoma passem a ser realizadas nas instalações dos diversos órgãos e respetivas delegações, que têm presença física em quase todas as ilhas, evitando que os açorianos tenham de se deslocar a outra ilha para acederem aos concursos.

Atualmente, sublinhou Paulo Mendes, "os candidatos de outras ilhas que não a ilha onde se realizam os concursos têm de fazer face a despesas de deslocação, estadia e alimentação".

O projeto de resolução propõe ainda que as entrevistas profissionais de seleção ou de avaliação de competências sejam feitas por videoconferência, tendo em conta que se vive na "era das novas tecnologias".

Nos casos em que seja mesmo obrigatória a deslocação a outra ilha para prestação de provas de avaliação psicológica ou provas físicas e médicas, o dirigente do BE/Açores defende o pagamento de ajudas de custo, lembrando que "são casos excecionais".

"Estas medidas são uma forma de garantir o princípio constitucional da liberdade de candidatura, da igualdade de condição e de oportunidades, que são direitos que de certa forma estão condicionados pela nossa descontinuidade territorial", frisou Paulo Mendes.

O colíder do BE/Açores considerou que estas propostas "muito simples" podem contribuir para uma "maior coesão da região" e para contrariar o "isolamento insular".

"Na prática, o que acontece é que quem quer concorrer a um lugar que não o da sua ilha tem imensas dificuldades e normalmente são casos em que as pessoas estão desempregadas ou à procura do primeiro emprego", alertou.

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