BE/Açores defende denúncia de acordo com EUA

 BE/Açores defende denúncia de acordo com EUA

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Mai de 2015, 18:34

O BE/Açores pediu hoje ao Governo e ao PS açorianos que "assumam a defesa" da denúncia do acordo com os EUA que regula a utilização das Lajes e "a imposição de uma moratória" aos norte-americanos para saírem da base.

"Aquilo a que nós chamamos um acordo bilateral entre os Estados Unidos e Portugal, aprovado na nossa Assembleia da República, portanto, um acordo que para nós tem força de lei, para a Administração norte-americana não é lei nenhuma, é um acordo de cavalheiros e daí a facilidade com que a Administração norte-americana rasga qualquer tipo de responsabilidade", afirmou Zuraida Soares, do Bloco de Esquerda dos Açores.

A dirigente do BE/Açores, que falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, considerou que a saída dos EUA das Lajes acabaria com "quaisquer constrangimentos que impeçam o seu aproveitamento, em prol da revitalização da economia regional e, desde logo, da ilha Terceira".

Para o BE, têm de ser criadas "as condições para que as Lajes se possam transformar numa estrutura económica, para o transporte aéreo, em aliança com o transporte marítimo".

Zuraida Soares disse ainda que se a Administração norte-americana "encontra na base das Lajes e na ilha Terceira uma mais-valia para a defesa dos seus interesses, tem de cumprir as imposições do Estado que alberga esses interesses".

"Estamos a preparar-nos para deixarmos ficar ali uma base adormecida, que a Administração norte-americana reativará quando lhe interessar a ela, mas que impede, a nós açorianos, de usar aquela imensa riqueza que é a posição geoestratégica privilegiada que nós temos, para fins civis, que tragam desenvolvimento", sublinhou, na mesma conferência de imprensa, que teve como objetivo apresentar as conclusões da última reunião da direção regional dos Açores do BE.

Zuraida Soares questionou, por outro lado, as declarações do vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila, que recentemente sublinhou que o rendimento disponível por açoriano é superior à média do país.

"Se a riqueza disponível cresceu, nos Açores, mas o empobrecimento progressivo é a regra, na esmagadora maioria dos lares açorianos, tal só quer dizer que a redistribuição desta riqueza é profundamente desequilibrada", considerou Zuraida Soares.

Quanto ao desemprego nos Açores, que diminuiu no primeiro trimestre deste ano, deixando o arquipélago de ser a região com a maior taxa do país, o BE considera que "não existem razões para festa".

"Entre estágios, programas de ocupação e postos de trabalho sustentados por dinheiros públicos, estão mais de cinco mil açorianos r açorianas. É evidente que o BE apoiou todas estas medidas, porque bem sabemos que, para quem não tem trabalho, qualquer coisa é melhor do que nada", disse.

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