BE/Açores critica demora na transferência da sede da Atlânticoline para o Faial

BE/Açores critica demora na transferência da sede da Atlânticoline para o Faial

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Mai de 2015, 17:55

O Bloco de Esquerda, nos Açores, criticou hoje a demora da empresa pública de transporte marítimo de passageiros, Atlânticoline, em cumprir a resolução do parlamento açoriano de instalar na ilha do Faial a sua sede social.

“Esta foi uma resolução da Assembleia Legislativa Regional de 2014. Passado um ano ainda nada foi feito”, afirmou a deputada bloquista Lúcia Arruda, numa conferência de imprensa na cidade da Horta, para fazer um balanço no final da visita oficial à ilha.

A deputada e coordenadora do BE/Açores referiu que a resolução parlamentar previa, ainda, a fusão das empresas Transmaçor e Atlânticoline e em resposta a uma pergunta do BE o Governo Regional ficou a saber que a fusão “em termos jurídicos estava operacionalizada e estavam a seguir-se os tramites para a transferência da sede social” de Ponta Delgada para a Horta.

Em março, o Conselho do Governo Regional dos Açores aprovou a fusão das duas empresas públicas que, no arquipélago, asseguram o transporte marítimo de passageiros e viaturas (Atlânticoline e Transmaçor).

Segundo o comunicado com as conclusões do Conselho do Governo Regional essa fusão será feita através da incorporação da Transmaçor na Atlânticoline, tendo o executivo dado "orientação ao conselho de administração" para que a sua sede social passe para a Horta, ilha do Faial, tal como prevê uma recomendação aprovada por unanimidade pelo parlamento dos Açores.

Lúcia Arruda estranhou, ainda, que o PS/Açores tenha ido buscar um quadro partidário e ex-presidente da Câmara Municipal da Lagoa, em S. Miguel, para dirigir a Atlânticoline, questionando se não haveria ninguém nas ilhas do triângulo (Faial, Pico e S. Jorge) “com capacidade e conhecimento” para exercer o cargo.

Quanto ao futuro centro internacional de ciências do mar e alterações climáticas a instalar no Faial, e que foi a única proposta bloquista aprovada em sede do Plano e Orçamento da região, Lúcia Arruda disse que o BE continua à espera de uma resposta do Governo Regional quanto ao desenvolvimento desse projeto.

“Fizemos uma pergunta ao senhor secretário do Mar para saber em que ponto estavam as negociações com o Governo da República. Já passaram seis meses do Plano e Orçamento e não tivemos resposta, o que quer dizer que o Governo Regional não está a fazer nada nesse sentido, o que é lamentável”, afirmou Lúcia Arruda, acrescentando que esse um “projeto estruturante e fundamental”.

Na visita oficial de dois dias ao Faial a dirigente bloquista reuniu com várias instituições locais, entre elas a Cáritas Faial, Junta de Freguesia de Pedro Miguel, Câmara do Comércio e Indústria da Horta e União de Sindicatos da Horta.

Além de apontar exemplos do que considerou ser um “completo esquecimento” de investimentos públicos no Faial, tais como a segunda variante da Horta, as Termas do Varadouro ou a ampliação da pista do aeroporto, Lúcia Arruda manifestou preocupação com as crescentes dificuldades socio económicas dos faialenses, referindo, por exemplo, que a Cáritas local acompanha mais de 1.000 pessoas há mais de dois anos.

Na sexta-feira, a única deputada do BE na Assembleia Legislativa dos Açores reúne com várias entidades representativas da sociedade da ilha do Pico.

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