BCP tem que eliminar mais 500 postos de trabalho a curto prazo

BCP tem que eliminar mais 500 postos de trabalho a curto prazo

 

Lusa/AO Online   Economia   29 de Jul de 2014, 10:34

O Banco Comercial Português (BCP) tem que emagrecer o quadro de pessoal em mais 500 colaboradores, além dos 300 funcionários que deixaram recentemente a instituição, para cumprir as metas impostas por Bruxelas no âmbito da ajuda estatal ao banco.

"Ao nível da redução dos colaboradores, não temos um objetivo pré-definido para o fim deste ano. Temos é o compromisso que os custos com pessoal não ultrapassam um determinado patamar", disse hoje aos jornalistas o presidente do BCP, Nuno Amado.

"Estimo que tenhamos que fazer uma redução de 500 pessoas", avançou o gestor, apontando para "os cerca de 300 colaboradores" que já saíram do banco desde o início do ano no âmbito de uma "redução natural e negociada".

Quanto à eliminação adicional de 500 postos de trabalho, Nuno Amado disse que vai ser feita através de uma "mistura grande de reformas antecipadas e algumas rescisões de mútuo acordo".

"Abrimos um processo de rescisões voluntárias. Esse processo de adesão voluntária está a ter uma adesão, felizmente, muito positiva e vai facilitar um bocadinho este processo que é muito difícil", admitiu.

"É sempre mais fácil crescer o quadro do que diminuir. Temos que fazer tudo o que temos para fazer, dentro do que ficou estipulado (entre o Estado português e a Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia) para que os problemas não sejam maiores", frisou.

"O que não queremos é ter fases e processos sucessivos", realçou o responsável, avançando que o atual programa de adesão voluntária termina em julho, com os resultados a serem apurados em setembro.

Nesse mesmo mês, será aberto um novo processo de adesão a reformas antecipadas e saídas voluntárias de funcionários, que decorrerá durante um mês, ou um mês e meio, adiantou.

A "oferta que vamos fazer é muito favorável", frisou, para justificar o otimismo em alcançar a meta acima indicada.

Entre o final do primeiro semestre de 2013 e junho deste ano, saíram 393 colaboradores do banco, fixando-se o quadro de pessoal nos 8.351 trabalhadores, em Portugal.

Também no mercado português, durante o mesmo período, o BCP encerrou 57 sucursais, ficando com um total de 740 agências e centros de empresas.

Neste capítulo, "o objetivo e compromisso" do BCP com Bruxelas é ficar com cerca de 700 balcões, pelo que vão haver novos encerramentos.

 


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