BCP cortou 318 postos de trabalho e fechou 50 balcões até setembro

BCP cortou 318 postos de trabalho e fechou 50 balcões até setembro

 

Lusa/AO Online   Economia   27 de Out de 2014, 18:29

O Banco Comercial Português (BCP) reduziu o quadro de pessoal em 318 trabalhadores entre janeiro e setembro e encerrou 50 agências durante o mesmo período, continuando a caminhar para os objetivos definidos com Bruxelas, revelou hoje o presidente Nuno Amado.

O objetivo contemplado no plano de reestruturação aprovado pela Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia em termos de pessoal é atingir uma base de 7.500 funcionários até 2015, tendo o BCP fechado o terceiro trimestre do ano com 8.266 colaboradores.

Ou seja, vão ter que sair da instituição mais 766 trabalhadores até dezembro do próximo ano.

"O processo está a caminhar. Há um número alargado de propostas dos próprios colaboradores. Vamos aceitar muitos desses pedidos, mas não podemos aceitar todos, dependendo das funções exercidas", revelou o líder do BCP.

E acrescentou: "Depois, vamos fazer um processo adicional de reformas antecipadas e de rescisões por mútuo acordo".

Quanto à rede doméstica, além das 50 agências encerradas entre o início do ano e o final de setembro, somam-se mais 20 balcões que vão fechar até ao final do ano. Neste caso, a meta do BCP é contar com 700 agências em dezembro.

"Com 700 sucursais se cobre muito bem o país", assinalou Nuno Amado, realçando que o BCP continua a deter a maior rede de balcões em Portugal entre os bancos privados.

Além da questão numérica relativa ao quadro de pessoal e à rede de agências, o plano de reestruturação contempla também a redução dos gastos com pessoal, para a qual o corte salarial médio de 6% acordado com os sindicatos é fulcral.

"A redução salarial de 6% temporária que foi acordada com os sindicatos para defender o emprego, em média, só teve efeito neste terceiro trimestre e, portanto, vai ter efeito na comparação entre 2014 e 2015", afirmou Nuno Amado, durante a conferência de imprensa de apresentação das contas dos primeiros nove meses do ano, em Lisboa.

"No ano que vem, como são 12 meses em vez de 6 meses de redução salarial, vai ter mais impacto", sublinhou o gestor.


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