BCE diz que está a acompanhar situação do Novo Banco

BCE diz que está a acompanhar situação do Novo Banco

 

Lusa/AO online   Economia   29 de Dez de 2015, 16:48

O Banco Central Europeu (BCE) está a acompanhar os desenvolvimentos no Novo Banco, quando se fala numa nova recapitalização da instituição cujos contornos ainda estão a ser estudados.

 

"Como supervisor, estamos a acompanhar os desenvolvimentos" no Novo Banco, disse fonte oficial da entidade liderada por Mario Draghi.

A Lusa questionou o BCE sobre as necessidades de capital do Novo Banco -- que poderão ascender a 2.000 milhões de euros -- e as soluções que estão a ser estudadas para recapitalizar a entidade.

Já a Comissão Europeia, também questionada pela Lusa, recusou fazer comentários.

A TSf noticiou hoje que a solução - que estará a ser delineada pelo Banco de Portugal em contacto com o Governo e o Banco Central Europeu - passaria pelo recurso às obrigações seniores, que seriam transformadas em capital do Novo Banco, naquilo que seria um resgate interno ('bail-in'). Também o Público de hoje referia que essa solução estaria em cima da mesa.

Já o Jornal de Negócios notícia hoje à tarde que entretanto a solução já será outra, afastando a conversão de dívida em capital, dizendo que o cenário mais provável passará pela transferência das obrigações seniores do Novo Banco para o BES e que em causa estarão 1.500 milhões de títulos detidos por investidores institucionais.

Quando o BES foi resgatado, a dívida subordinada do banco (menos protegida) ficou no 'banco mau' BES. Já a dívida sénior ou não subordinada do BES (aquela que é mais protegida, que pressupõe prioridade no pagamento em caso de incumprimento) foi transferida para o Novo Banco, referindo as autoridades na altura que "os obrigacionistas são agora credores do Novo Banco e os seus contratos mantêm exatamente as mesmas caraterísticas que tinham perante o BES".

Caso vá em frente a solução referida pelo Jornal de Negócios, essa dívida sénior é devolvida ao 'banco mau' BES, que ficará responsável pelo seu reembolso, em vez do Novo Banco, que com a saída dessa responsabilidade melhora os rácios de capital.

No entanto, para os detentores de obrigações seniores esta situação é arriscada, uma vez que o BES pode não ter condições de assegurar os pagamentos.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu hoje de negociação as obrigações seniores do Novo Banco, informando que essa suspensão durará "até à divulgação de informação relevante sobre o emitente"

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