Bastonário dos farmacêuticos propõe alterações ao funcionamento do sistema hospitalar


 

Lusa/AO online   Nacional   25 de Fev de 2010, 05:40

O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Maurício Barbosa, defendeu esta noite, em Angra do Heroísmo, "o abandono do regime de instalação de farmácias nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde".

"Este modelo já demonstrou que não cumpriu nem vai cumprir nenhum dos objetivos a que se propôs", frisou Maurício Barbosa, que falava na cerimónia de posse do delegado regional dos Açores da Ordem dos Farmacêuticos.

O bastonário reivindicou ainda a "indivisibilidade da propriedade e direção técnica" das farmácias comunitárias.

"Baseados nos recentes acórdãos do tribunal europeu, que declaram, de forma inequívoca, por razões de qualidade e segurança, que a propriedade da farmácia pode ser reservada aos farmacêuticos, vamos propor ao Governo uma discussão sobre este tema", afirmou.

Por seu lado, o delegado regional da Ordem dos Farmacêuticos, João Pedro Freitas, manifestou-se satisfeito pela reeleição para um novo mandato de três anos, propondo-se dialogar com o governo regional para garantir uma boa aplicação da legislação nacional sobre propriedade das farmácias, que, na sua opinião, "deve privilegiar quem é farmacêutico".

João Pedro Freitas defendeu ainda a criação de uma inspeção regional para as farmácias, laboratórios de análises clínicas e armazenistas de medicamentos, assim como a regulamentação do licenciamento dos postos de colheita de sangue e dos laboratórios de análises.

O delegado regional da Ordem dos Farmacêuticos salientou, no entanto, que "mais de 90 por cento dos [laboratórios de análises] que operam nos Açores estão certificados", garantindo a sua qualidade.

João Pedro Freitas revelou que "decorrem negociações para a introdução nos centros de saúde do arquipélago de profissionais de farmácia", medida que visa assegurar o rigor no uso do medicamento e pode permitir uma poupança de "20 por cento nos custos".

O secretário regional da Saúde, Miguel Correia, que presidiu à cerimónia, manifestou disponibilidade para um diálogo que garanta "soluções que melhorem a qualidade e o acesso das populações aos medicamentos".

Miguel Correia, que admitiu um "novo enquadramento das farmácias" no arquipélago para este ano, salientou que o governo regional gastou quatro milhões de euros em 2009 no apoio ao acesso a medicamentos genéricos por parte dos pensionistas e dos idosos.


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