Economia

Barroso desvaloriza riscos de contágio a Portugal da situação da Grécia

Barroso desvaloriza riscos de contágio a Portugal da situação da Grécia

 

Lusa/AO online   Economia   2 de Mai de 2010, 15:43

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, desvalorizou hoje em Bruxelas os riscos de contágio a Portugal da situação da Grécia após as medias de apoio anunciadas e saudou a determinação do governo português e o apoio dado pelo PSD.

"Saúdo essa determinação das autoridades portuguesas e saúdo também o fato de o principal partido da oposição [PSD] aparecer numa perspetiva de unidade nesta questão, e por isso pensamos que esses efeitos de contágio poderão ser evitados", disse Durão Barroso antes de uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro que deverá aprovar o mecanismo de apoio à Grécia. Para o presidente da Comissão Europeia, "a situação é muito diferente em Portugal e além disso as autoridades portuguesas já anunciaram novas medidas" de contenção do défice em caso de necessidade. "Se em relação ao caso mais grave houve capacidade e vontade de responder concerteza que em qualquer outro caso haverá a mesma disponibilidade", concluiu. Os ministros das Finanças da Zona Euro, incluindo Teixeira dos Santos, deverão esta tarde, em Bruxelas, dar "luz verde" à ativação do plano de apoio à Grécia que prevê empréstimos de cerca de 45 mil milhões de euros no primeiro ano. A aprovação definitiva do empréstimo deverá ser feita pelos chefes de Estado e de Governo da Zona Euro numa cimeira prevista para ter lugar entre 07 e 10 de maio. Durão Barroso já tinha recomendado esta manhã a "ativação" do mecanismo europeu de ajuda à Grécia, que considerou ser "decisivo" para "garantir a estabilidade da Zona Euro", após o acordo alcançado hoje com Atenas, que se comprometeu com um programa de austeridade. A posição de Bruxelas surge após o anúncio de um acordo entre a Grécia, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. O montante global do plano de apoio financeiro à Grécia nos próximos três anos deverá situar-se entre os 100 e os 135 mil milhões de euros. No entender do presidente da Comissão Europeia, as medidas de austeridade negociadas com Atenas são "sólidas e credíveis".


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