Barack Obama informado sobre motins em Baltimore pela nova ministra da Justiça

Barack Obama informado sobre motins em Baltimore pela nova ministra da Justiça

 

Lusa/AO Online   Internacional   28 de Abr de 2015, 08:51

A nova ministra da Justiça dos EUA, Loretta Lynch, informou o Presidente Barack Obama sobre os distúrbios ocorridos em Baltimore, depois do funeral do jovem negro Freddie Grey, morto em 19 de abril quando estava sob custódia policial.

 

Lynch “garantiu ao Presidente que vai continuar a acompanhar os acontecimentos em Baltimore e que o Departamento de Justiça está pronto para oferecer qualquer assistência que seja necessária”, informou a Casa Branca, num breve comunicado.

O Departamento de Justiça já abriu uma investigação sobre as circunstâncias da morte de Gray.

Apenas algumas horas de tomar posse perante o vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, e converter-se na primeira ministra da Justiça negra na história do país, Lynch deve enfrentar um novo episódio de distúrbios e protestos pela morte de um jovem negro enquanto sob custódia policial.

No comunicado, o gabinete presidencial acrescentou que Obama também já tinha alado com a presidente da autarquia da cidade, Stephanie Rawlings-Blake, sobre os acontecimentos em Baltimore, no Estado do Maryland, situada a apenas 60 quilómetros de Washington.

“A autarca informou o Presidente sobre as tarefas a fazer para enfrentar as manifestações e manter a paz na cidade”, acrescentou-se no texto.

Desde o anúncio da morte de Freddie Gray que têm ocorrido manifestações diárias em Baltimore e a que aconteceu na noite de sábado para domingo passado já tinha degenerado em violência.

Vários inquéritos foram lançados para esclarecer as causas da morte, incluindo uma investigação federal.

A polícia de Baltimore admitiu na sexta-feira que o jovem deveria ter recebido assistência médica imediatamente depois de ter sido detido.

Quando faleceu, 80% da sua coluna vertebral estava cortada na zona das cervicais, segundo os advogados da família.

Seis polícias foram suspensos enquanto esperam que a polícia entregue em 01 de maio as conclusões do seu inquérito ao procurador de Maryland, que pode decidir abrir um processo.

 


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