Banqueiros transmitiram a Cavaco "vontade" de melhorar acesso ao crédito

Banqueiros transmitiram a Cavaco "vontade" de melhorar acesso ao crédito

 

LUSA/AOnline   Nacional   5 de Dez de 2012, 18:45

O Presidente da República afirmou hoje que os oito presidentes de bancos com quem se reuniu nos últimos dias lhe transmitiram "vontade" de trabalhar com o Governo e as empresas para melhorar o acesso ao crédito a alguns setores.

Em declarações aos jornalistas no Estoril, à margem da entrega de dois prémios literários, Cavaco Silva esclareceu que se reuniu nos últimos dias com oito presidentes de conselhos de administração de bancos portugueses, com quem abordou “dois grandes tópicos”.

O primeiro foi “a estabilização do sistema financeiro português, um dos pilares do programa de ajustamento que Portugal acordou com a ‘troika’”. O segundo foi “o contributo que a banca portuguesa pode dar para a recuperação económica”, acrescentando Cavaco Silva que nos encontros que tem tido com empresários “eles referem com frequência a dificuldade em obter crédito e queixam-se de taxas de juro muito elevadas”.

O Presidente explicou que conversou com cada um destes responsáveis durante “uma hora”, “isoladamente” e que os presidentes dos bancos lhe “manifestaram a vontade de trabalhar articuladamente com as autoridades portuguesas, com o Governo e com os empresários, para conseguir fazer chegar mais crédito e em melhores condições, em particular às pequenas e médias empresas, que exportam ou produzem bens que substituem importações que Portugal tem de realizar”.

Segundo Cavaco Silva, os mesmos responsáveis referiram “que se nota” uma diminuição na procura de crédito por parte das empresas, o que associaram “à queda da produção que se tem vindo a verificar e a alguma falta de confiança e incerteza quanto ao futuro”.

“Também nessa área penso que, depois de os ouvir, que é de toda a vantagem como que estabelecer ligações quase de pareceria, digamos assim, entre bancos, empresas e as autoridades para que todos remem no mesmo sentido, isto é, que o ano de 2013 seja de inversão de tendência negativa do crescimento da nossa economia. E foi essa a razão por que decidi chamar todos os presidentes dos principais bancos portugueses”, afirmou.


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