Banco de Portugal está a desenvolver esforços para nomear nova equipa de gestão do Novo Banco

Banco de Portugal está a desenvolver esforços para nomear nova equipa de gestão do Novo Banco

 

LUSA/AO Online   Regional   13 de Set de 2014, 23:15

O Banco de Portugal assegurou que está a trabalhar para garantir que o futuro conselho de administração do Novo Banco vai permitir concretizar o projeto de desenvolvimento e criação de valor para a instituição financeira.

"O novo conselho de administração do Novo Banco, que será conhecido logo que concluídos os procedimentos prévios exigíveis, garantirá a concretização do projecto de desenvolvimento e criação de valor para o banco", lê-se num comunicado do supervisor bancário sobre a mudança na administração da entidade, após a equipa de gestão liderada por Vítor Bento ter avançado com a renúncia aos cargos. O supervisor não avança, para já, com os nomes dos futuros gestores do Novo Banco, nem apresenta prazos para a sua entrada em funções, na sequência da decisão tomada por Vítor Bento (presidente), José Honório (vice-presidente) e João Moreira Rato (administrador financeiro) de renunciar ao mandato de administradores do Novo Banco, dois meses depois de terem entrado em funções. "O Fundo de Resolução e o Banco de Portugal agradecem a todos os elementos do Conselho de Administração em funções a disponibilidade demonstrada para assegurar a estabilidade da instituição nas primeiras semanas após a resolução do BES", assinala a entidade liderada por Carlos Costa no documento. E salienta: "O Dr. Vítor Bento, o Dr. José Honório e o Dr. João Moreira Rato foram cooptados como administradores do BES com um projeto que foi invalidado pela resolução do banco. Ainda assim, aceitaram continuar na administração do Novo Banco, apesar do diferente mandato". Por fim, é referido que "ao longo de todo este processo, o Fundo de Resolução e o Banco de Portugal têm tido como prioridade salvaguardar o interesse dos clientes do Novo Banco, dos seus trabalhadores e do sistema financeiro". E isso "exige que num prazo tão curto quanto razoavelmente exequível, o Novo Banco passe a contar com uma estrutura acionista estável e que garanta o desenvolvimento de um projeto criador de valor para a instituição, para os seus trabalhadores, para o sistema financeiro e para a economia nacional", conclui o regulador. A equipa de gestão do Novo Banco liderada por Vítor Bento confirmou hoje, em comunicado, que durante a semana apresentou ao Fundo de Resolução e ao Banco de Portugal a intenção de renunciar aos cargos desempenhados na administração da entidade. "Em face da especulação mediática sobre o assunto, confirmamos que durante esta semana comunicámos ao Fundo de Resolução e ao Banco de Portugal a intenção de renunciar aos cargos desempenhados na administração do Novo Banco, dando tempo para que pudesse ser preparada uma substituição tranquila", lê-se no documento assinado pelos três administradores demissionários. "Gostaríamos de salientar que não saímos em conflito com ninguém, mas apenas porque as circunstâncias alteraram profundamente a natureza do desafio com base no qual aceitáramos esta missão em meados de julho", sublinham os responsáveis. No dia 3 de agosto, o BdP tomou o controlo do Banco Espírito Santo (BES), depois de o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas. No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES mas que está em liquidação, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas. No 'banco bom', o banco de transição que foi chamado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.


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