Banco de Portugal confirma Eduardo Stock da Cunha na presidência do Novo Banco


 

LUSA/AO Online   Economia   14 de Set de 2014, 22:27

O Banco de Portugal confirmou hoje em comunicado que Eduardo Stock da Cunha foi o escolhido para suceder a Vítor Bento na liderança do Novo Banco, depois de o último ter pedido para deixar o cargo na semana passada.

"O Fundo de Resolução e o Banco de Portugal convidaram para assumir a presidência do Conselho de Administração do Novo Banco o dr. Eduardo Stock da Cunha, que está mandatado para formar e liderar uma experiente equipa motivada para o projeto de desenvolvimento e criação de valor para o banco", lê-se no documento hoje divulgado pelo supervisor. A nova equipa de gestão do banco de transição que resultou da cisão do Banco Espírito Santo (BES) inclui ainda Jorge Freire Cardoso (administrador financeiro), Vítor Fernandes e José João Guilherme. "No seguimento das propostas do dr. Eduardo Stock da Cunha como presidente, o novo Conselho de Administração do Novo Banco integrará o dr. Jorge Freire Cardoso, como administrador responsável pela área financeira, contando também com o dr. Vítor Fernandes e o dr. José João Guilherme", informou o Banco de Portugal. A entidade liderada por Carlos Costa destacou que "o dr. Eduardo Stock da Cunha tem uma longa experiência de sucesso no setor financeiro, tanto nacional como internacional. Atualmente desempenhava funções de diretor no Lloyds Banking Group (LBG), em Londres, depois de ter trabalhado vinte anos como administrador no Grupo Santander Totta e mais tarde no Sovereign Bank / Santander Bank N.A. nos Estados Unidos". Já Jorge Freire Cardoso, até aqui administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), "tem uma carreira distinta na área da banca de investimento, tendo sido anteriormente presidente da Comissão Executiva do Caixa - Banco de Investimento", sublinhou o supervisor. Sobre Vítor Fernandes, o Banco de Portugal realçou que o responsável "foi administrador do Banco Comercial Português [BCP], da Caixa Geral de Depósitos e CEO [presidente executivo] da Seguradora Mundial Confiança". Quanto a José João Guilherme, "após cessar as suas funções como administrador do Banco Comercial Português e de CEO do BIM – Banco Internacional de Moçambique, dedica-se atualmente à administração de empresas não financeiras", assinalou. O Banco de Portugal adiantou que "a equipa de gestão entrará em funções logo que concluídos nos próximos dias os procedimentos prévios exigíveis, incluindo a formalização dos acordos de cedência ('leave of absence') pelo Lloyds Banking Group (LBG) e Caixa Geral de Depósitos (CGD)". E concluiu: "Desde a resolução do BES, a prioridade do Fundo de Resolução e do Banco de Portugal foi sempre e continua a ser salvaguardar o interesse dos clientes do Novo Banco, dos seus trabalhadores e do sistema financeiro. Tal exige que num prazo tão curto quanto razoavelmente exequível, o Novo Banco passe a contar com uma estrutura acionista estável e que garanta o desenvolvimento de um projeto criador de valor para a instituição, para os seus trabalhadores, para o sistema financeiro e para a economia nacional". A equipa de gestão demissionária do Novo Banco - Vítor Bento (presidente), José Honório (vice-presidente) e João Moreira Rato (administrador financeiro) - confirmou no sábado, em comunicado, que durante a semana apresentou ao Fundo de Resolução e ao Banco de Portugal a intenção de renunciar aos cargos desempenhados na administração da entidade. No dia 3 de agosto, o BdP tomou o controlo do BES, depois de o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas. No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES mas que está em liquidação, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas. No 'banco bom', o banco de transição que foi chamado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.


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