Banco, Corrupção, Ébola e Legionella entre as dez candidatas a palavra do ano

Banco, Corrupção, Ébola e Legionella entre as dez candidatas a palavra do ano

 

Lusa/AO online   Nacional   1 de Dez de 2014, 11:43

As palavras "Banco", "Basqueiro", "Cibervadiagem", "Corrupção", "Ébola", "Legionela", "Gamificação", "Jihadismo", "Selfie" e "Xurdir" constituem a lista elaborada pela Porto Editora, da qual será escolhida a palavra do ano.

 

A votação para a palavra de 2014 pode ser efetuada no site www.infopedia.pt/palavra-do-ano, a partir de hoje, até ao próximo dia 31, e a palavra vencedora “será conhecida nos primeiros dias de janeiro”, disse à Lusa fonte da editora.

A lista das dez palavras foi feita "com base em critérios de frequência de uso e de relevância assumida, quer através dos meios de comunicação social e das redes sociais, quer da utilização dos dicionários da Porto Editora, nas suas versões 'online' e 'mobile'", explicou a mesma fonte.

A escolha do termo "Basqueiro", foi justificada pela fonte, por ter sido “utilizado pelo atual ministro da Economia, António Pires de Lima, num debate parlamentar”.

“Toda a polémica em torno da situação de uma conhecida instituição bancária colocou o vocábulo ‘Banco’ no centro do nosso quotidiano, levando ao aparecimento de expressões como ‘banco bom’ e ‘banco mau’”, afirmou a mesma fonte.

“A utilização de plataformas digitais, como as redes sociais, com fins lúdicos durante o exercício de funções profissionais, é cada vez mais frequente e é um fenómeno que começa a ser objeto de análise jurídica, e daí surgiu o termo ‘cibervadiagem’”, disse.

Quanto à escolha de “corrupção”, a mesma fonte afirmou que, “ao longo do ano, foram sendo conhecidos vários casos de suspeita de corrupção em vários setores da sociedade, envolvendo inclusive entidades e personalidades públicas”.

A opção pela palavra “Ébola” relaciona-se com o surto deste vírus, que se “tornou uma das preocupações das entidades públicas e das populações, durante todo o ano”.

Outro fator de preocupação foi o surto de “legionela”, cujo “impacto que teve fez com que o uso deste vocábulo se tornasse generalizado”.

Quanto à seleção de “gamificação”, a fonte da editora afirmou que, “cada vez mais, e em inúmeros contextos – educação, saúde, política, etc. – se faz uso de técnicas características de videojogos para resolver problemas práticos ou consciencializar ou motivar um público específico para um determinado assunto. Uma estratégia que tem o nome de 'gamificação'”.

“O afirmar do ‘jihadismo’, no Iraque e na Síria, através da utilização dos media e das novas plataformas como formas de propaganda à escala global, colocou este movimento no topo da agenda mediática e das conversas do dia-a-dia”, disse.

O 11.º termo é um estrangeirismo, “selfie”, que este ano, segundo a editora, entrou na linguagem quotidiana dos portugueses.

“Mais do que uma moda, mais do que uma tendência, as ‘selfies’ fazem parte do nosso dia-a-dia, com presença constante nas redes sociais”, justificou.

Finalmente, “xurdir”, que significa lutar pela vida ou mourejar, justifica-se, “dadas as circunstâncias socioeconómicas que o país atravessa”, mas também “pela riqueza da língua portuguesa, tendo-se verificado um aumento significativo da utilização desta palavra”, explicou.

"Bombeiro" foi a palavra do ano passado, que sucedeu a "Entroikado", vocábulo eleito em 2012. Anteriormente, em 2011, "Austeridade" foi a palavra escolhida.

Em 2010, no ambiente do Campeonato Mundial de Futebol, disputado na República da África do Sul, a palavra escolhida foi "vuvuzela", e, em 2009, quando a iniciativa da Porto Editora se realizou pela primeira vez, a palavra do ano foi "Esmiuçar", um termo muito divulgado então por um programa televisivo.


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