Banca deve atuar com princípios éticos "irrepreensíveis"

Banca deve atuar com princípios éticos "irrepreensíveis"

 

Lusa/AO Online   Nacional   10 de Set de 2014, 12:25

O novo administrador do Banco de Portugal (BdP), António Varela, salientou hoje a importância de a banca se aplicar na reconfiguração das instituições e do modelo de negócio, atuando com princípios éticos "irrepreensíveis".

"Senhores banqueiros, tal como fazemos um 'reset' no telemóvel quando ele bloqueia, temos que nos aplicar na reconfiguração das nossas instituições e do nosso modelo de negócio", disse o novo responsável pela supervisão prudencial do BdP durante a sua tomada de posse, numa cerimónia em Lisboa.

A ministra das Finanças deu hoje posse a António Varela e a Hélder Rosalino como administradores do BdP, que substituem Teodora Cardoso e José Silveira Godinho.

António Varela ficará responsável pela pasta da supervisão prudencial e das questões relacionadas com o mecanismo único de supervisão e Hélder Rosalino será o gestor dos trabalhadores da instituição.

Para Varela - que integrou até agora o Conselho de Administração do Banif, nomeado pelo Governo -, é necessário ainda que a banca questione o seu governo societário e "verdadeiramente as capacidades e as motivações das pessoas que o protagonizam".

"Acima de tudo, atuar com princípios éticos irrepreensíveis", disse durante o discurso de tomada de posse, durante o qual adiantou que quer contribuir para que a supervisão "saia reforçada no diálogo, humildade e rigor".

"Estamos bem cientes do momento económico, financeiro e bancário da Europa e de Portugal”, afirmou ainda.

A propósito, o novo administrador lembrou ainda que nos últimos anos se desenvolveram sistemas e produtos bancários "complexíssimos" e acrescentou: “Às vezes, esquecemo-nos de que somos seres humanos, falíveis".

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, por sua vez, afirmou no seu discurso que a confiança entre o BdP e o Governo "sai reforçada" com esta nomeação.

"Mais do que substituir administradores, é fundamental o reforço de competências nas áreas mais críticas, aportando valor à instituição e ao país", destacou a governante.

Para Maria Luís Albuquerque, a supervisão, enquanto "área absolutamente crítica para assegurar a estabilidade financeira e as condições de financiamento essenciais ao crescimento sustentável, não podia ter melhor titular do que Antonio Varela".

 


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