Espanha

Ban Ki-moon escusa-se a comentar acusações de genocídio

Ban Ki-moon escusa-se a comentar acusações de genocídio

 

Lusa / AO online   Internacional   16 de Jul de 2010, 18:08

O secretário-geral da ONU escusou-se esta sexta-feira, em Madrid, a comentar as acusações de genocídio ao regime do presidente ruandês Paul Kagame, cuja presença na capital espanhola provocou um clamor embaraçoso para o governo de Zapatero.
Ban Ki-moon afirmou à rádio espanhola Cadena Ser que, na qualidade de secretário-geral das Nações Unidas, não podia fazer "qualquer comentário" sobre as acusações judiciais a Paul Kagame.

"Acredito firmemente e defendo os princípios dos direitos humanos. Sempre condenei de forma clara todas as violações desses direitos", acrescentou o responsável, que justificou a sua proposta de colocar Paul Kagame a co-dirigir (com o primeiro ministro espanhol José Luis Zapatero) um grupo de contacto sobre a implementação dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) com o "compromisso político" de Kigali, a capital do Ruanda.

José Luis Zapatero escusou-se a participar hoje na primeira reunião do grupo de contacto ao lado de Kagame, devido à intensa controvérsia sobre a presença do Presidente ruandês em Espanha, onde 40 membros de seu regime são alvo de mandados de prisão por "genocídio" desde Fevereiro de 2008.

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