Ban Ki-moon diz que uso da fome como arma é crime de guerra

Ban Ki-moon diz que uso da fome como arma é crime de guerra

 

Lusa/AO online   Internacional   14 de Jan de 2016, 17:51

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, avisou esta quinta-feira que a utilização da fome como arma na Síria constitui crime de guerra, enquanto Paris, Londres e Washington pediram uma reunião urgente do Conselho de Segurança sobre o cerco às cidades.

“Deixem-me ser claro: o uso da fome como arma de guerra é um crime de guerra”, referiu Ban aos jornalistas, após equipas de ajuda humanitária terem fornecido alimentos aos residentes da cidade cercada de Madaya, onde há relatos de fome.

“Todas as partes, incluindo o Governo sírio que tem a primeira responsabilidade para proteger sírios, estão a cometer este e outros atos atrozes proibidos pela lei humanitária internacional”, disse.

Ban exprimia-se após uma segunda coluna com alimentos e outros produtos básicos ter entrado hoje em Madaya, onde diversos residentes se têm referido a graves situações de escassez alimentar que já provocaram vítimas.

Na segunda-feira, uma primeira coluna chegou a Madaya, cercada há seis meses pelas forças sírias, enquanto outros camiões de transportes também atingiam duas outras cidades bloqueadas por forças rebeldes.

Em paralelo, Paris, Londres e Washington pediram uma reunião de urgência do Conselho de Segurança (CS) da ONU para exigir o levantamento dos cercos às cidades sírias, incluindo Madaya, anunciou o embaixador francês.

Esta reunião, que poderá ocorrer a partir de sexta-feira, destina-se a “alertar o mundo sobre o drama humanitário que decorre em Madaya e em outras cidades da Síria” assediadas, declarou François Delattre. Trata-se de “colocar cada um perante as suas responsabilidades”.

A iniciativa destina-se ainda a “contribuir para criar condições mais favoráveis ao retomar do diálogo inter-sírio”, a dez dias da prevista abertura de negociações de paz em Genebra.

Para além deste três países, a iniciativa é também apoiada pela Nova Zelândia e Espanha, membros não-permanentes do CS.

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