Avigdor Lieberman investido ministro da Defesa de Israel

Avigdor Lieberman investido ministro da Defesa de Israel

 

Lusa/AO online   Internacional   30 de Mai de 2016, 16:23

O ultranacionalista israelita Avigdor Lieberman foi investido como ministro da Defesa, após a coligação governamental ter ultrapassado uma divergência que ameaçava a sua entrada no Governo, indicou o partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

 

O Conselho de ministros israelita aprovou esta manhã a nomeação de Lieberman, uma figura particularmente contestada pelos palestinianos, para a liderança de um ministério responsável pelo controlo dos territórios palestinianos ocupados por Israel há cerca de meio século, indicou o gabinete do primeiro-ministro.

Por unanimidade foi ainda aprovada a designação de Sofa Landver, membro do partido de Lieberman, para ministra da Integração. O Knesset (parlamento) confirmou posteriormente a nova composição do executivo, após a coligação liderada por Netanyahu ter resolvido durante a noite uma divergência de última hora.

O regresso de Lieberman, segundo os comentadores, implica a tomada de posse do governo mais à direita desde a fundação do Estado de Israel.

Lieberman transporta consigo os cinco lugares parlamentares do seu partido Israel Beiteinou, permitindo a Netanyahu alargar a sua frágil maioria de 61 para 66 deputados, num parlamento com 120 lugares.

A manobra de Netanyahu tinha registado nos últimos dias a oposição de um dos membros da coligação, o partido nacionalista, sionista e religioso Casa Judia, dirigido por Naftali Bennett, que exigia a criação de um gabinete de ministros restrito que decidisse sobre questões de ordem estratégica, como as guerras.

O compromisso anunciado no domingo prevê que os membros do governo, incluindo do partido de Bennett, sejam informados com regularidade pelo Conselho de Segurança Nacional israelita.

A anunciada designação de Lieberman, conhecido pelas suas declarações anti-árabes e pelo seu populismo belicista, suscitou interrogações em diversas chancelarias, incluindo entre responsáveis governamentais dos Estados Unidos, principal aliado de Israel, que se interrogaram “sobre a direção que [o governo israelita] poderá tomar”.

A direção palestiniana na Cisjordânia definiu por sua vez este novo executivo alargado como “uma verdadeira ameaça de instabilidade e extremismo na região”.


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