Autoridades fecham parte de Bruxelas para investigar veículo suspeito


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   2 de Mar de 2017, 17:47

As autoridades belgas encerraram parte do centro de Bruxelas e uma estação de metro depois de um suspeito ter sido detido com botijas de gás na bagageira da sua viatura.

 

O autarca da freguesia da capital belga de Saint-Gilles, Charles Picqué, disse à rádio local que o condutor foi mandado parar por excesso de velocidade e que foi perseguido por agentes policiais que conseguiram intercetá-lo e detê-lo.

O responsável indicou que o homem que conduzia o veículo foi identificado como “radicalizado” e que os polícias tiveram de arrombar a bagageira para a revistar, já que ele se negava a abri-la.

Por seu lado, o ministério público de Bruxelas indicou em comunicado que, uma vez que o sujeito era “conhecido pelos serviços de polícia” e que o fim a que se destinavam as botijas de gás “não era muito claro”, os agentes decidiram “não correr qualquer risco” e encerrar a estação de metropolitano Porte de Hal.

Criaram também, à superfície, um perímetro de segurança de 200 metros em torno da viatura imobilizada e evacuaram a zona, enquanto a imprensa noticiava que fora chamada uma brigada anti minas e armadilhas do exército.

O ministério público confirmou que o homem foi detido para prestar declarações e que foi aberta uma investigação para determinar “o destino das botijas e o eventual móbil do condutor”.

“É absolutamente prematuro confirmar que o condutor tem uma intenção criminosa. Qualquer especulação nesse sentido é prematura”, alertou o ministério público, escusando-se a fornecer mais pormenores sobre a identidade do detido.

A televisão pública belga RTBF noticiou que o homem viajara para a Síria e que já tinha sido detido em Bruxelas em 2014.

Segundo a mesma fonte, é suspeito de pertencer a uma rede terrorista e, no ano passado, foi condenado a cinco anos de prisão com pena suspensa no âmbito do processo contra Khalid Zerkani, o maior recrutador na Bélgica de combatentes para a ‘jihad’ [guerra santa] na Síria.

Os serviços de segurança belgas têm estado em alerta elevado desde que bombistas suicidas atacaram o aeroporto e o metro de Bruxelas no passado dia 22 de março, matando 32 pessoas.


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