Autópsia revela que jovem morto nos EUA foi baleado seis vezes


 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Ago de 2014, 14:42

A autópsia realizada ao jovem afroamericano Michael Brown, cuja morte desencadeou distúrbios em Ferguson, no estado norte-americano do Missouri, revelou que foram disparados seis tiros, dois dos quais na cabeça, divulgou o jornal The New York Times.

O relatório preliminar da autópsia solicitada pela família ao ex-responsável forense da cidade de Nova Iorque Michael M. Baden assinalou que quatro das balas atingiram o seu braço direito.

Segundo o jornal, os tiros não terão sido disparados a uma distância curta, já que não existem vestígios de pólvora no cadáver, apesar de ainda não ter sido examinada a roupa para determinar com exatidão a distância dos disparos.

O jovem de 18 anos foi alvejado por um polícia identificado como Darren Wilson a 09 de agosto, sendo diferentes as versões da polícia e de testemunhas.

A morte do jovem num caso em que a polícia é acusada de violência com alegados contornos racistas desencadeou uma onda de protestos que resvalaram em distúrbios, que provocaram, na madrugada de domingo, um ferido grave e sete detidos, não obstante o recolher obrigatório decretado pelo governador, Jay Nixon.

Dezenas de pessoas desafiaram, logo na primeira noite, o recolher obrigatório, decretado após noites consecutivas de protestos.

O Procurador-Geral, Eric Holder, ordenou uma segunda autópsia ao corpo do jovem por parte do pessoal médico federal “devido às circunstâncias extraordinárias em torno do caso e ao pedido da família de Brown”, informou este domingo o porta-voz do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Brian Fallon.

O mesmo responsável indicou que a autópsia será efetuada “o mais rápido possível”, embora sublinhando que os funcionários do Departamento de Justiça que estão a trabalhar no caso também terão em consideração a perícia realizada pelas autoridades estatais no âmbito da sua investigação.

O advogado da família, Anthony Gray, considerou esta ação como um sinal “encorajador” de que a investigação independente está a avançar.



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