Autarca da Praia da Vitória considera que já se "estancou" crise social

Autarca da Praia da Vitória considera que já se "estancou" crise social

 

LUSA/AO online   Economia   4 de Mar de 2016, 16:53

O presidente da Câmara da Praia da Vitória considerou hoje que já foi possível "estancar" a crise social provocada pela redução americana na base das Lajes, defendendo ser preciso apoio do Governo da República para revitalizar a economia

"As medidas estruturais advêm da revitalização económica e é nesse sentido que estamos a afinar ponteiros e a cooperar para que, da parte da República, comecemos a ter sinais, num espaço de tempo curto, para mitigar o impacto e ajudar na revitalização económica", frisou Roberto Monteiro.

O autarca de Praia da Vitória falava em Angra do Heroísmo sobre a implementação do Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT), no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro.

Segundo o autarca, as medidas do plano implementadas pela câmara e pelo executivo açoriano permitiram "travar o surto de encerramentos e de falências" e integrar em programas de emprego aquelas pessoas que não tinham direito a subsídio de desemprego, porque trabalhavam indiretamente para os militares norte-americanos, numa economia paralela.

O presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória frisou que, entre 2008 e 2014, uma em cada três empresas do concelho encerrou e o desemprego aumentou "significativamente", em consequência da redução militar na base das Lajes.

Roberto Monteiro assinalou que o PREIT, apresentado no início de 2015 pelo Governo Regional, também tem medidas da responsabilidade do executivo de Lisboa, salientando que muitas dessas medidas não necessitam de ter uma "rubrica inscrita" no Orçamento do Estado.

Segundo o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, a reunião com o autarca da Praia da Vitória serviu para fazer um ponto da situação do processo da redução militar norte-americana na base das Lajes e da recolocação dos trabalhadores portugueses que vão permanecer na infraestrutura.

Atualmente, cerca de duas dezenas de trabalhadores que viram os seus postos de trabalho extintos ainda não foram recolocados e a Comissão Representativa dos Trabalhadores já manifestou, por várias vezes, o receio de que alguns sejam despedidos, por falta de qualificações.

Vasco Cordeiro adiantou que o executivo açoriano tem "colaborado ativamente, no sentido de reforçar as qualificações de alguns trabalhadores, de forma a permitir que possam ser colocados noutras posições".

"Estão criadas as condições para que se cumpra o espírito daquilo que foi alcançado na comissão bilateral, realizada em Washington, em junho do ano passado, e que é o facto de todo este redimensionamento se poder fazer, no que tem a ver com os trabalhadores, por via de mútuo acordo e não por via de despedimento puro e simples", reiterou.

O presidente do Governo Regional reuniu-se também com o autarca de Angra do Heroísmo, tendo anunciado que já foi encontrada uma solução para a requalificação do porto das Pipas.

A solução, que será apresentada "em breve" deverá permitir que o porto das Pipas receba sem restrição "navios até aos 150 metros, com a rampa roll-on/roll-off, que permite a operação de navios que tenham acesso de viaturas", segundo o presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, Álamo Meneses.

 


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