Autarca acredita que relatório vai manter-se no Orçamento das Forças Armadas dos EUA

Autarca acredita que relatório vai manter-se no Orçamento das Forças Armadas dos EUA

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Out de 2015, 15:36

O autarca da Praia da Vitória acredita que a exigência de um relatório sobre a base das Lajes se vai manter na revisão da lei de Orçamento das Forças Armadas norte-americanas, até porque tem como objetivo reduzir custos.

 

"Tenho esperança que essa proposta se mantenha na versão que vier a ser negociada, porque muitos dos argumentos utilizados para vetar a lei estavam associados aos montantes da despesa e a proposta vai no sentido de reduzir despesa", explicou hoje o presidente do município, Roberto Monteiro, em declarações à Lusa.

O Presidente dos Estados Unidos vetou na quinta-feira a lei de Orçamento das Forças Armadas, justificando-o com a necessidade de existir um financiamento estável e uma modernização das forças militares e com o facto de a lei impedir o encerramento da prisão de Guantánamo.

A lei de Orçamento das Forças Armadas incluía, no entanto, uma exigência da criação de um relatório, até 01 de março de 2016, sobre a base das Lajes e sobre a sua capacidade para receber um centro de informações.

O documento impedia ainda a construção de um Centro de Análise Conjunta de Informações na base aérea de Croughton, no Reino Unido, até que fosse comprovado, "com base numa análise dos requisitos operacionais", que a localização escolhida se mantém como uma "localização ótima".

Para o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, concelho em que se encontra a base das Lajes, não há motivos para acreditar que as medidas que envolvem esta infraestrutura sejam retiradas do documento, aquando da sua negociação, tendo em conta que a argumentação de Barack Obama "não teve a ver com este processo".

A Câmara dos Representantes está a investigar a manipulação de estudos que justificam a construção do centro de informações em Inglaterra, por haver suspeitas de que a base das Lajes poderia cumprir essa função, com recurso a uma verba inferior.

Na opinião de Roberto Monteiro, a transferência de um centro de informações para as Lajes teria um "impacto positivo" a nível económico e social na ilha Terceira, tendo em conta que os militares que seriam colocados na infraestrutura seriam "altamente qualificados" e teriam "remunerações médias muito superiores".

O autarca lembrou que na última reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os Estados Unidos, que decorreu em junho, ficou acordado que ambas as partes se empenhariam na procura de usos alternativos para a base das Lajes e considerou que esta solução permite "despoletar o processo de aproveitamento das infraestruturas".

"Penso que seria uma estratégia extraordinária no sentido de dar uma missão do século XXI à base das Lajes", salientou, acrescentando que desta forma a utilização da infraestrutura não estaria "associada às zonas do globo onde os conflitos estão mais acesos".

Apesar de ter esperança de que o centro de informações seja transferido para a base das Lajes, Roberto Monteiro considerou que Governo Regional, autarquias e sociedade civil não devem baixar os braços na procura de uma nova economia para a ilha Terceira, menos dependente da infraestrutura militar.

"Não é possível termos uma nova economia, com redução do grau de dependência da base das Lajes, se não conseguirmos potenciar as nossas infraestruturas portuárias e aeroportuárias. Receio que à medida que vão surgindo notícias positivas sobre a utilização da base das Lajes se possa descansar na luta de recuperação e de potenciação das infraestruturas", frisou.

Hoje, no âmbito da redução do contingente norte-americano na base da Terceira, sai um novo grupo de trabalhadores portugueses que rescindiram por mútuo acordo.

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