Austrália fez poucos progressos para acabar com desigualdades dos aborígenes

Austrália fez poucos progressos para acabar com desigualdades dos aborígenes

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   14 de Fev de 2017, 13:57

A Austrália fez poucos progressos em relação aos indígenas australianos no que diz respeito ao combate às taxas de mortalidade infantil, detenção, emprego, e violência familiar.

O relatório apresentado no parlamento em Camberra pelo primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, refere que a mortalidade infantil, cuja taxa se pretende reduzir em 2018, está aquém das expetativas.

“As estatísticas da taxa de mortalidade infantil são uma dura lembrança da fragilidade da vida (…). Estou muito triste e frustrado porque o objetivo de reduzir esta taxa de mortalidade infantil não está no caminho certo”, disse Turnbull perante o parlamento.

A maioria dos sete objetivos para acabar com as lacunas nos setores da Saúde, Educação e Emprego está parada, enquanto os números das prisões, da quantidade de menores sob a proteção das autoridades, e as taxas de violência doméstica são alarmantes.

A hospitalização de mulheres indígenas por violência doméstica é 32 vezes maior do que a das não indígenas, enquanto os menores desta população têm 6,7 vezes mais possibilidades de estarem ligados aos serviços de proteção por abuso familiar e negligência.

A 30 de junho de 2016 havia 10.596 indígenas nas prisões australianas, o que equivale a 27% da população prisional, e este valor representa um aumento de 42% em relação aos números de 2006, segundo o relatório.

No campo dos progressos, o relatório indica, entre outros, que mais de 61% dos indígenas australianos entre os 20 e 24 anos conseguiram acabar o ensino secundário, o que representa mais 45% do que em 2008.

Os aborígenes australianos foram vítimas de constantes maus tratos desde a colonização, além de expropriados das suas terras e discriminados sistematicamente.


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