Aumento de propinas na Universidade dos Açores era necessário

Aumento de propinas na Universidade dos Açores era necessário

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Jul de 2014, 06:45

O reitor da Universidade dos Açores (UAç), João Luís Gaspar, considerou, esta quarta-feira, que o aumento das propinas no próximo ano letivo era necessário, realçando que existem atualmente apoios sociais que minimizam o seu impacto.

"Quase um terço dos alunos já beneficia de um apoio significativo dos Serviços de Ação Social, mas há agora na região outras iniciativas interessantíssimas", frisou, dando como exemplo uma bolsa criada pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para os estudantes que optem por frequentar o campus universitário do concelho.

João Luís Gaspar falava, em declarações à Lusa, no final de uma reunião de cerca de sete horas do Conselho Geral da academia açoriana, em Angra do Heroísmo, em que foi aprovado um aumento de propinas, em regra de 40 euros.

"É um aumento que decorre dos efeitos da inflação, que se situa nos 3%, acrescido de um montante na ordem dos 10 euros, mas no ano passado a Universidade dos Açores não impôs sequer o valor da inflação", frisou João Luís Gaspar.

O reitor salientou que ainda assim conseguiram evitar o aumento que seria expectável de um mínimo de 60 euros.

"Era uma necessidade que nós tínhamos de colocar em cima da mesa, por força daquilo que são as obrigações financeiras da casa", justificou.

Segundo João Luís Gaspar, a UAç "está neste momento com uma operação muito grande no sentido de potenciar as suas receitas para se tornar realmente uma universidade de eleição", não só através das propinas, como em outras áreas, como serviços e investigação.

"Neste momento, estão reunidas condições, apesar de todas as dificuldades, para que a universidade consiga vencer o problema financeiro que tem", frisou, admitindo que o défice da academia era "bastante elevado" no final do ano passado, mas que em 2017 deverá ser "nulo".

No início do ano letivo 2013/2014, alguns cursos da Universidade dos Açores arrancaram a meio gás, por falta de professores, mas João Luís Gaspar garantiu que "existem condições para que o ano letivo arranque dentro da normalidade", explicando que a UAç adotou "uma modalidade de distribuição do serviço docente diferente".

 


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