Aumento de 1% das verbas para agricultura dos Açores é pouco


 

Lusa/AO Online   Regional   20 de Jan de 2017, 18:59

O presidente da Federação Agrícola dos Açores disse hoje que o aumento de 1% de verbas para o setor na proposta de Orçamento Regional para 2017 "é pouco", considerando que a atividade necessitava de um aumento de 10%.

“O que nos foi dito é que há um aumento de 1% de verbas no Plano e Orçamento deste ano, o que é pouco. Precisávamos de um aumento na ordem dos 10%, atendendo a que a execução do último plano foi muito baixa”, afirmou Jorge Rita, apontando, ainda, a crise que o setor atravessa e a necessidade de o Governo Regional, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, “cumprir os compromissos assumidos com a lavoura, além das necessidades imperiosas de investimento”.

Jorge Rita falava à agência Lusa no final da reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica para análise das antepropostas de Orientações de Médio Prazo 2017-2020 e de Plano Regional para 2017, que decorreu em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Segundo o dirigente, continuam a ser necessários investimentos em infraestruturas, como água, eletricidade e caminhos, mas também, por exemplo, em matadouros.

“Este é um setor transversal a toda a economia dos Açores que, se estiver bem, a economia está melhor”, sustentou Jorge Rita.

A proposta de plano anual de investimento público nos Açores para 2017 atinge os 775 milhões de euros, sendo que 50% visa fomentar o crescimento económico e criar emprego, anunciou hoje o presidente do Governo Regional.

“Há um montante global à volta dos 775 milhões de euros de investimento público previsto para 2017”, afirmou Vasco Cordeiro, acrescentando que comparando os documentos hoje apresentados e que marcam “um novo ciclo”, com o investimento público previsto em 2013, houve um crescimento de “mais de 19%”.

A Federação Agrícola dos Açores representa 19 associações, com cerca de 12 mil agricultores.

O Conselho Regional de Concertação Estratégica integra representantes dos trabalhadores, dos empregadores, dos setores das pescas e da agricultura, das autarquias locais e das instituições particulares de solidariedade social.

Este órgão de consulta tem ainda representadas associações de defesa do consumidor, de defesa do ambiente, da área da igualdade de oportunidades e da Universidade dos Açores, além dos representantes dos Açores no Conselho Económico e Social e três personalidades nas áreas de competência deste Conselho.

Em fevereiro as propostas, depois de aprovadas em Conselho do Governo, serão entregues na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para debate e votação em plenário, que deverá ocorrer em março.


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